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Como melhorar o caos dos sistemas operacionais

O help desk deve ser o lugar mais infernal para se trabalhar ultimamente. De acordo com a pesquisa Guerra dos Sistemas Operacionais (SO), da InformationWeek Analytics, quase todas as empresas suportam Windows, metade delas, dispositivos Apple, e três em cada dez sistemas operacionais Linux ou Android. Dois terços das companhias permitem que seus funcionários conectem gadgets pessoais às redes corporativas com pouca – ou nenhuma – orientação sobre quais aparelhos ou plataformas eles podem usar ou se a TI oferece algum tipo de suporte. Se algo der errado, você sabe quem será o primeiro a ser chamado.

Bem vindo ao caos dos sistemas operacionais.

O Windows ainda domina (99% das respostas), mas o número mascara uma grande mudança na quantidade de sistemas operacionais com que a TI tem lidado. 85% das áreas suportam, oficialmente, mais de um SO; em média, empresas suportam até três plataformas. Os smartphones são a principal força, liderada pelo iOS, da Apple, e Android, baseado em Linux. Mas a pesquisa mostra que o suporte oferecido tem se ampliado por todas as plataformas, incluindo servidores, desktops, laptops, tablets e thin clients.

E, apenas na contagem oficial, 65% das dos departamentos de TI permitem uma ou mais plataformas adicionais que não são oficialmente suportadas. É como aceitar sistemas como OS X, da Apple, ou Linux e achar que os usuários farão todas as atualizações de segurança e não usarão uma das lojas de aplicativos para baixar um software perigoso, com acesso à rede corporativa.

No começo de 2011, um delator que atende pelo nome de Myournet postou 21 aplicativos infectados com malware no Android Market, antes que o Google os tirasse do ar. Isso tende a piorar. Enquanto mais de dois terços das áreas de TI que entrevistamos permite conexão de dispositivos pessoais à rede corporativa, a maioria não exige padrões como antivírus, atualizações e seleção de dispositivo. Não surpreende que 78% dos profissionais de TI estejam preocupados com essa tendência, citando segurança, gerenciamento e suporte como os principais problemas.

E o que tem sido feito para conter o caos? Não muito. A maioria das organizações avalia os sistemas por tipo de dispositivo e linha de negócio. Isso deixa passar a oportunidade de conhecer o SO da equipe de servidor que pode beneficiar a de desktop, e a chance de explorar a funcionalidade entre componentes. A maioria das companhias tem gerenciamento de antivírus e correções para desktops e laptops, mas menos de 18% oferecem antivírus, suporte remoto ou correções para tablets, thin clients e smartphones.

Os fabricantes querem expandir a presença nas empresas. Em recente entrevista, o VP de engenharia do Windows Phone, Terry Myerson, deixou claro que a Microsoft espera que o Windows Phone 7 entre na maioria das companhias pela porta dos fundos, conquistando consumidores que levarão o smartphone ao trabalho. Foi assim que o iPhone e o iPad se estabeleceram no mundo corporativo, e a versão para servidor do futuro OS Lion, da Apple, oferecerá melhor gerenciamento de desktop e opções de armazenamento.

A Research in Motion (RIM) trouxe o tablet Playbook, baseado no sistema operacional QNX, e outros OEMs lançaram ou planejam lançar seus próprios tablets, a maioria baseado em Android. A HP estava nessa concorrência, mas, recentemente, a companhia decidiu abandonar o mundo móvel e tem feito uma liquidação de seus tablets com webOS nos EUA.

O Google se ofereceu para vender netbooks baseados em Chrome OS por US$ 28 por unidade, por mês. É um híbrido de software e hardware como serviço. O argumento é que não é necessário se preocupar com a manutenção do sistema operacional, já que as atualizações são realizadas online e os aplicativos são baseados em web. O gigante das buscas alega que o modelo irá eliminar problemas com suporte, mas o sistema tem funcionalidades limitadas se não estiver online.

Quem o funcionário vai chamar se tiver algum problema? Coloque mais um SO na lista do help desk.

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