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Como gestores podem se preparar para o avanço da inteligência artificial?

O avanço da inteligência artificial traz uma série de  desafios ao ambiente corporativo. Funções burocráticas e rotineiras agora passam a ser exercidas por robôs, enquanto profissionais têm de se adaptar cada vez mais em tarefas ligadas à geração de valor dentro das empresas. Nesse processo, os cargos de liderança também são afetados: gestores têm que usar essas ferramentas para pensarem de maneira estratégica e criativa e sendo responsáveis pela tomada de decisão usando informações valiosas.

Cruzar dados para obter insights significativos já é uma realidade. O uso de inteligência artificial e machine learning e cloud em grande parte das organizações já ajuda a fazer previsões dentro de diferentes setores e preparar empresas para cenários futuros. Com análise de dados eficaz, gestores podem identificar problemas e trabalhar de forma incisiva para melhorar a comunicação interna, garantindo maior colaboração entre as equipes visando melhores resultados.

É necessário estar atento às novas oportunidades que a inteligência artificial traz para o ambiente de trabalho. Uma pesquisa conduzida pelo Boston Consulting Group mostra que 85% de 3 mil executivos entrevistados acreditam que investir na IA pode levar suas empresas a um nível mais alto, trazendo maior competitividade.

Mesmo sendo uma tarefa complexa, líderes de hoje têm mais tempo para desenvolver capacidades analíticas e interpretativas ligadas aos dados do que há pouco tempo atrás. A dedicação para desenvolver projetos, estratégias e ideias de inovação continua a mesma, com a diferença de que há mais informações para embasar novos projetos e previsibilidade em relação às ações a serem seguidas em curto, médio e longo prazo.

Esse tipo de sistema inteligente pode auxiliar na identificação de forças e fraquezas e antecipar cenários futuros, mostrando-se um ótimo investimento para as empresas que buscam se destacar e inovar. Todos os dados coletados dão uma base maior para os líderes tomarem decisões com maior assertividade.

Mas, é necessário ter cautela. O benefício de ter uma grande quantidade de dados a analisar pode ser confundido com uma maldição caso os líderes tenham de lidar com informações que não são necessárias no seu dia a dia. Para não acabar nessa “burocracia”, é fundamental ter filtros adequados a fim de que cada análise seja designada ao seu departamento – e os líderes recebam somente as informações de que necessitam.

Sem dúvida, este é um caminho sem volta, que deve se desenvolver cada vez mais nos próximos anos. Líderes de todas as áreas – recrutamento, design, comunicação e gestão executiva, por exemplo – devem estar atentos para aproveitar as oportunidades que esse momento oferece e desenvolverem suas capacidades a fim de se tornarem cada vez mais analíticos e familiarizados com os insights que os dados são capazes de oferecer. Uma coisa é certa: mesmo com todas as informações disponíveis, o fator humano é essencial para levar organizações para frente e criar novos segmentos ao longo do tempo.

*Wander Cunha é head da Minsait no Brasil

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