Tem problema pedir que seus funcionários assumam responsabilidades adicionais? As empresas podem, de fato, pedir que seus funcionários usem o Facebook ou LinkedIn ? sem recompensá-los com extras?
A resposta é ?sim?.
Sem que este artigo se transforme em um argumento que discute direitos de trabalho e questões de lealdade, devemos reconhecer que em nossa ?recuperação desempregada?, as empresas estão fazendo mais com menos.
E, graças às redes sociais e aplicativos em dispositivos móveis, as empresas estão pedindo ou, em alguns casos, esperando que seus funcionários façam marketing ? mesmo quando estão fora do escritório ou fora do horário de trabalho.
Enquanto as empresas não antecipam que os funcionários irão avaliar planilhas de orçamento ou fazer vendas nos finais de semana, as empresas sabem que seus nomes estão, frequentemente, listados em bios de funcionários nos perfis sociais. Assim, quando um funcionário twitta ou atualiza seu Facebook fora do escritório, a empresa está realizando atividades de marketing.
O monitoramento de mídias sociais é uma ótima maneira de capturar tais conversas, com feedback em treinamento e compliance. Mas, para que a iniciativa funcione completamente, a empresa precisa incorporar marketing social de funcionários fora do escritório na estratégia geral de negócio social.
Um sinal de cima
Observar liderança sênior assumindo um papel ativo em marketing fora do horário do expediente certamente ajuda, especialmente porque muitos CXOs ainda não se convenceram sobre o poder de tecnologias sociais, digitais e pessoais para dissipar a mensagem da empresa.
Aquele líder sênior que está no Twitter, postando, curtindo e compartilhando conteúdo à noite ou durante o fim de semana não só valida a ideia de que os funcionários deveriam se engajar no social, mas também demonstra que todos devem fazer mais fora do escritório.
Porém, nem todos podem gostar da ideia. Por isso, para incentivar ? e não ameaçar ? a empresa pode conduzir uma série de treinamentos e oferecer uma suíte de serviços para seus funcionários que permitam tais atividades de marketing fora do expediente. Os funcionários devem perceber os benefícios de tais ações ? não apenas para o negócio, mas para seu próprio ganho pessoal e profissional também.
Certamente, quando o ganho pessoal for percebido, a adoção social irá disparar.
O que é definido como ?trabalho? nos dias de hoje
É claro que, ao contar com funcionários de fora da área de vendas para servirem como cara da empresa ? e tais atividades de marketing em mídias sociais podem, de fato, estar relacionadas a clientes ou prospectos ? a empresa deve se abrir para riscos legais e de recursos humanos.
Uma questão é se os tweets, os posts no Facebook ou as mensagens em grupos do LinkedIn realmente contam como ?trabalho?. Se os funcionários estiverem fazendo algo com o encorajamento da gestão ? mesmo que essas atividades estejam fora das descrições de seus cargos ? então, esses esforços devem ser considerados responsabilidades pagas.
No entanto, nos ambientes de trabalho de hoje, muitos funcionários aceitaram o fato de que, em algum momento ? seja para mantar o emprego ou para receber algum tipo de reconhecimento adicional ? eles deverão fazer social em seu tempo livre e em seus próprios dispositivos.
Como manter engajamento sem pagar extra
Aqui estão alguns indicadores para grandes e pequenas empresas, para incentivar e dar continuidade ao envolvimento com mídias sociais mesmo quando os funcionários são voluntários:
Gameficação: Adicionar elementos de gameficação, com recompensas reais e virtuais, tem provado ser não só a padronização do negócio social, mas também a energização da força de trabalho. Existem fornecedores como Bunchball, Badgeville ou PAKRA, que oferecem ferramentas de gameficação.
Mas, a gameficação pode começar como um esforço doméstico, com alguém na equipe de mídias sociais selecionando, manualmente, os twitteiros mais prolíferos ou os posts mais interessantes no LinkedIn, e criando um tipo de quadro de reconhecimento e visibilidade. Conforme mais e mais funcionários se envolvem com o social, um programa mais formal e pago de gameficação e treinamento ? que, por si só, pode incluir badges ou ?níveis? ? pode ser implementado.
É o mesmo conceito do monitoramento de mídias sociais. Há cerca de quatro anos, quando as mídias sociais ainda não eram comprovadas, muitos departamentos de comunicações e marketing com recursos limitados começaram a fazer seu próprio monitoramento, usando apenas ferramentas gratuitas. Quando a gestão sênior via os níveis de engajamento, eles liberavam a compra de um serviço premium.
Transmissão: coloque um monitor público para exibir os tweets e os posts nas redes sociais feitos por funcionários. Isso pode ser um pouco mais do que usar o visualizador VisibleTweets.com ou simplesmente criar uma lista no Twitter e atualizá-la, exibindo essa lista em uma TV na recepção ou na sala do café. Outros funcionários irão notar isso e as conversas começarão imediatamente. É claro que isso pode ser difícil para uma organização separada em diversos escritórios ou com força de trabalho 100% remota, mas a transmissão pública definitivamente acrescenta a empolgação de se tornar um negócio social.
Sessões abertas: ao menos uma vez por mês, organize uma sessão aberta ? pessoalmente, em uma sala de reunião, ou virtual, via videoconferência ? para qualquer ou todo funcionário para discutir o que está funcionando e o que não está em relação às iniciativas sociais. A ideia não é fazer uma reunião para discutir a estratégia de marketing de mídias da empresa ? embora, é claro, se certos funcionários expressarem interesse em compartilhar opiniões sobre o assunto, tudo bem. Em vez disso, pergunte aos funcionários como eles podem ajudar a empresa a se tornar mais social ou, para começar, como eles podem ajudar cada departamento a abraçar o conceito e trazer mais eficiência para a empresa.
Mantendo a política
Essas estratégias também servem outro propósito: compliance. Quando os funcionários aprendem que seus tweets ou atualizações estão sendo vistos, eles pensam duas vezes antes de postar conteúdo possivelmente questionável. Talvez seja a melhor forma de treinar para mídias sociais, já que o comportamento será completamente visível.
É claro que eles podem decidir interromper completamente as atividades em redes sociais ? ou trancar páginas ou canais.
Mas o contrário também pode ocorrer e muitos funcionários podem se sentir poderosos ? e ficar empolgados ? sabendo que suas atividades sociais serão compartilhadas com os colegas de trabalho.
Conversas offline podem acontecer e, se levarem a novas oportunidades de negócios ou a um novo participante em uma corrida de 10 km, a empresa pode comunicar com mais eficiência.
A nova realidade
Muitas vezes, o tamanho e a idade da empresa afetam a cultura e o interesse em realizar tais atividades em mídias sociais.
Em empresas menores, com funcionários mais jovens, usar o Twitter fora do escritório e postar fotos no Instagram é considerado normal ? e, às vezes, aqueles que não o fazem são considerados atípicos. Na verdade, em muitas empresas, é considerado obrigatório, já que as startups precisam do máximo de marketing que conseguirem ? e todos devem ajudar.
Mas, em outras organizações, para conseguir que mais funcionários ?não sociais? entrem na onda, benefícios colaterais e um caso de negócio para os funcionários devem existir.
?Mudança de gestão? é o mantra do momento, conforme as empresas de todos os tamanhos, com funcionários com diferentes níveis de experiência percebem a necessidade de adotar o social como parte do trabalho e da vida pessoal.
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