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Como e por que migrar para a nuvem?

Uma migração para a nuvem não precisa acontecer do dia para a noite. É preciso pensar cada detalhe do seu ambiente físico e aplicações, e como eles irão se comportar depois de migrados. Muitas empresas se deparam com a necessidade de expandir seu parque de TI e esbarram na limitação do data center que só é escalável até certo ponto, exigindo maior tempo de trabalho extra, interrupção de serviços e falhas que deixam o ambiente inoperante. É aí que entra a nuvem!

Para um time de projetos, a decisão sobre um provedor de nuvem envolve questões sobre onde haverá maior escala, serviços disponíveis por região e recursos que se tornam infinitos. Mas o que isso gera além da redução de custo se comparado com o ambiente ‘on premise’? Mais segurança, infraestrutura durável, gerenciamento de dados, crescimento do seu negócio e lucros a partir de novos clientes que verão que sua plataforma/sistema é confiável e está sempre disponível independentemente do tamanho de sua corporação.

Falhas são inevitáveis em qualquer sistema, tanto ‘on premise’ ou na nuvem, mas neste último ambiente, ao criar os serviços com redundância, realizar testes de falhas em conjunto de servidores/aplicações, torna-se possível mapear se a sua migração foi bem-sucedida. É importante lembrar que a redução de custos nem sempre é o principal fator para migrar para nuvem, mas sim a forma que se pode usar a elasticidade de servidores ou substituir um conjunto de servidores que rodam rotinas pontuais por serviços que têm uma performance muito mais rápida.

Nesse processo de migração, apenas “jogar” tudo o que você tem na nuvem com o intuito de solucionar todos os problemas não é exatamente uma opção correta. É necessário estabelecer passos de evolução do seu ambiente para que ele se torne independente, a fim de que somente o seu time de DevOps tenha atividades diárias para atuar nos deploys e também para que os testes ponham em prática a correção de problemas sem parar o ambiente produtivo – o que também é chamado de entrega contínua “CI/CD”.

Para migrar de forma segura, é necessário buscar um parceiro de nuvem com ‘know-how’ a fim de incorporar recursos no projeto de migração e assim usar todos os benefícios que tem a disposição. E o desafio pode ser orquestrado nas cinco etapas, descritas abaixo.

Avaliação: antes de migrar qualquer servidor, seja ele produtivo ou de homologação, você precisa fazer um levantamento ou inventário de toda a sua tecnologia atual;

Piloto: nesta fase, podemos eleger alguns ambientes que podem ser do mais crítico ou menos impactante e migrá-lo para nuvem a fim de analisar como se comportam, realizando uma rodada de testes com usuários que não impactem a produção;

Migração de dados: durante um planejamento, muito se questiona sobre o que levar primeiro para a nuvem. O mais assertivo é levar, em primeiro lugar, todos os dados, por se tratar de um volume alto de informações. Levando os dados primeiro, nós podemos medir a performance real e toda e qualquer aplicação estará já conectada com o provedor de nuvem;

Migração de aplicações: esta é a fase mais delicada do projeto, pois é neste ponto que começam a ser tomadas as decisões sobre o que levar, o que pode parar nesse primeiro momento, janela de manutenção e etc. A melhor forma de fazer esta movimentação é usar o método ‘lift and shift’, que consiste em mover um aplicativo ou operação de um ambiente para outro – sem recriar o aplicativo;

•Otimização: depois de migrado o ambiente e com tudo funcionando na nuvem, vem o trabalho onde todos os ajustes podem ser iniciados, como os de infraestrutura baseado no consumo, de conversão de servidores em serviços providos pela nuvem, entre outros.

*Fernando Nunes é arquiteto de soluções da Claranet Brasil

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