Como aliar BI e UX? Confira o check list

Experiência do Usuário (UX – User Experience) é um dos termos mais amplamente aplicáveis a todas as esferas da tecnologia. Uma interface e comandos amigáveis, que proporcionem ao usuário uma experiência de alto uso das soluções, aumentando efetivamente sua produtividade e facilitando seu trabalho, são funções essenciais para todo tipo de ferramenta.

Quem explica é Douglas Scheibler, CEO da BIMachine, empresa especializada em software de Self Service BI, e da SOL7, consultoria da área de Business Analytics. “Na esfera do Business Intelligence, essa característica se destaca ainda mais: soluções que permitem às empresas acessarem de forma rápida e fácil seus dados, sem depender de um emaranhado de planilhas e anotações, além de contar com recursos para análise e distribuição das informações e painéis, são um avanço enorme para organizações de todos os portes e segmentos”, comenta.

Entretanto, o especialista avalia que mesmo os melhores BIs do mercado dependerão de uma peça fundamental para funcionar perfeitamente: um usuário apto a extrair do sistema suas capacidades de forma adequada e produtiva. Um desafio para os fabricantes da área, para o qual Scheibler enumera uma check list para auxiliar a superar.

“Para desenvolver soluções de Analytics e Inteligência de Negócios com foco em UX, é importante responder a algumas perguntas. Vamos a elas”, define o CEO.

A check list sugerida pelo especialista conta com quatro passos:

Qual dado?

Saber que informações triar para analisar, definindo as fontes certas com que o BI trabalhará, é o primeiro desafio de um projeto nesta linha. Uma vez acertado isso, as chances de o BI entregar análises que guiem de forma certeira a estratégia de negócios são muito maiores.

Quais recursos?

No formato sef-service BI, o próprio usuário pode criar seus painéis de análises com gráficos e indicadores. É simples mas se o user não estiver bem treinado na ferramenta, e, principalmente, se não estiver muito bem alinhado à estratégia e gestão do negócio, orientado sobre informações a valorizar, demandas a descobrir e atender e ações a tomar, é possível que suas decisões quanto ao BI destoem dos desígnios da empresa, e isso pode criar um ambiente desfavorável. Mas é um quadro de fácil solução: treinamento na ferramenta e boa orientação, por parte dos gestores de área, sobre os objetivos do negócio tendem a sanar todos os gargalos neste sentido.

Quem vai usar?

Essa é uma dúvida desafiadora a qualquer empresa. Definir quem serão os usuários do BI é tão importante quanto a escolha do próprio software. Isto porque as áreas e profissionais designados como “chaves” na utilização do sistema deverão ser aqueles cujos dados e análises realmente sejam cruciais para atingir os objetivos do negócio. Assim, o sucesso no uso do BI está intrinsecamente ligado aos usuários-chave definidos pela empresa.

Para quê?

Parece óbvio, mas muitas empresas acabam esquecendo deste detalhe que faz toda a diferença em uma estratégia de BI: saber para que serão aplicadas as análises da ferramenta. É claro que a resposta nunca será uma só, a cada nova análise haverá um propósito, mas é sempre vital que todos os usuários saibam para que estão extraindo e avaliando determinado dashboard, analisando este ou aquele painel, gerando um ou outro relatório. Caso contrário, serão mais dados acumulados sem real usabilidade, e a missão do BI é exatamente o contrário disso.

User Experience vai além de saber manejar o BI: passa por entender para que ele se aplica na estratégia de negócio e, principalmente, como ele ajuda a alcançar todos os objetivos da empresa.

“Se isto estiver claro, a experiência do usuário será satisfatória, e seus resultados extraídos com o BI, também”, finaliza Scheibler.

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