Até pouco tempo atrás, na prática, a informação do cliente pertencia ao banco com o qual ele se relacionava. Agora, com o open banking, o poder da informação está nas mãos do consumidor. Ele escolhe quais informações vai compartilhar e com quem o fará. E aí vem a pergunta: será que ele vai abrir informações pessoais a uma instituição na qual ele não confia? A um banco que não o conhece e que o aborda com ofertas sem nenhuma compatibilidade com o momento de sua vida?
A resposta, sem dúvida, é não. Por isso, cabe às instituições construírem uma relação de confiança com os consumidores. Mas como fazer isso? Mais do que organizar as informações internamente, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é necessário deixa-las acessíveis às pessoas certas, começando dentro da empresa. Para isso, as empresas precisam compreender quais os melhores pontos de contato com o cliente, quais áreas precisam ter cada tipo de informação sobre ele e que tipo de ofertas são mais aderentes àquilo que o cliente procura.
Soluções de gestão do relacionamento com o cliente (CRM) são a melhor ferramenta para ajudar os bancos a identificar tudo isso, além de compreender também qual a melhor forma de contato com o consumidor. São também essenciais para promover melhorias no contexto de atendimento. O CRM ajuda as instituições a enxergarem o cliente como um indivíduo só, independente do produto que ele busca. E isso se torna ainda mais relevante quando consideramos que o open banking é cross instituição – e não mais apenas cross produto.
Uma vez que se tem a visibilidade da informação, que se compreende a expectativa do cliente e o momento de vida pelo qual ele passa, é muito maior a probabilidade de levar a oferta certa, no momento certo. Mas para isso, além da visibilidade dos dados, é necessário garantir que o profissional certo dentro do banco terá acesso a essas informações e entenda quando e por qual canal deve utilizá-las. Quando mostramos ao cliente que não apenas o conhecemos e entendemos as suas necessidades e desejos, mas também sabemos como e quando abordá-lo, contribuímos para o aumento da confiança dele na instituição. E isso tudo se faz com CRM. O CRM dá a possibilidade de usar a informação no nível operacional. A instituição utiliza os dados para alimentar o processo para trazer resultados para a empresa.
Ao saber como interpretar informações do cliente, tratar esses dados e devolvê-los ao consumidor em forma de ofertas e atendimentos personalizados, uma instituição fortalece a relação de confiança com seu consumidor. Desta forma, ele se sente seguro para compartilhar cada vez mais detalhes de sua vida financeira com o banco. E assim se alimenta um círculo vicioso em que prestador e usuário de serviços ganham. Estabelece-se uma relação ganha-ganha. E nada é capaz de promover mais confiança do que um relacionamento frutífero para todas as partes.
Em resumo, um CRM bem utilizado pode se transformar em segurança para que o cliente escolha manter – e evoluir – o seu relacionamento com uma instituição.
*Paulo Marcelo, CEO da Solutis
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…