Categories: Notícias

Com menos contratos longos, parceiros precisam mudar, avalia SAP

Não é hoje que a indústria de TI se depara com desafios que vão muito além de construir soluções que englobam as tendências propagadas pelas grandes consultorias. O modelo de computação em nuvem, que trouxe a venda de tudo como serviço para dentro da cultura de TI, ainda hoje afeta as empresas do setor que precisam se adaptar a outro tipo de receita e a contratos diferentes. E esse movimento afeta também o ecossistema de parceiros, que têm a missão de entender as novas oportunidades que surgem nesse ambiente cada vez mais digitalizado.

“A guinada para nuvem muda o perfil do parceiro. Os projetos grandiosos são mais raros, então, os parceiros também precisam quebrar paradigmas”, afirmou a presidente da SAP Cristina Palmaka. A executiva afirmou que cada vez menos clientes fecham projetos com contratos longos, como os de três anos muito comuns há alguns anos, e assim como a indústria tem trabalhado para se adaptar, canais e distribuidores precisam de uma reorganização. “Trabalhamos com parceiros, não fazemos nada sem eles, mesmo que seja para uma implantação os utilizamos, mas para esse novo momento, novos virão e os atuais terão que mudar.”
A visão da executiva da SAP não é novidade e tampouco exclusiva à ela. Recentemente, em debate realizado para falar sobre gestão de contratos durante o IT Forum+, evento realizado pela IT Mídia, na Bahia, muito se falou dos desafios por conta desse mundo onde tudo é pago como serviço e contratos longos viram raridade. Na ocasião, discutiu-se não apenas contratos de nuvem ou implantações de softwares de gestão, como também de serviços de TI. De maneira geral, essa virada para contratos mais curtos, acompanha a dinâmica de um mundo onde as mudanças são mais ágeis e as inovações surgem em espaços de tempo mais curtos.
Vale lembrar, no entanto, que mesmo ciente da transformação digital que tem ocorrido nas empresas, a SAP continua vendendo soluções on-premise. “Continuamos com a venda tradicional, mas a orientação é mandar para nuvem, porque é mais fácil e mais livre.”

Recent Posts

Com a IA, setor de saúde vive revolução que o marketing digital proporcionou há dez anos

por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…

15 minutos ago

UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais

A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…

15 horas ago

IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes

As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…

16 horas ago

IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…

16 horas ago

Prêmio Executivo de TI do Ano 2026: conheça os critérios de avaliação

Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…

17 horas ago

Meta cria programa de formação para técnicos de data centers em meio à expansão da infraestrutura de IA

A Meta anunciou um investimento de US$ 115 milhões para criar um programa de capacitação…

17 horas ago