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Com aval da Visa, Coinbase, de criptomoedas, expande operação do seu cartão

A Coinbase, que atua como uma casa de câmbio entre criptomoedas e moedas correntes, anunciou nesta quarta-feira (19) ter se tornado a primeira companhia do gênero a ser aprovada pela Visa para a lista de empresas que podem transacionar pagamentos em estabelecimentos que aceitam a bandeira.   

A iniciativa segue o lançamento do Coinbase Card, cartão lançado em 2019 no Reino Unido e atualmente disponível em 29 países da Europa, sendo que o valor da moeda corrente (euros, libras etc) pode ser pago em até 10 criptomoedas que estejam na carteira do usuário (como bitcoin, xrp, ether etc).  

Essa notícia coloca novamente luz sobre o mercado de criptomoedas, cuja credibilidade sofre alguns baques nos últimos dois anos devido a rápida desvalorização de algumas de suas moedas mais famosas (como a bitcoin) e a falta de um formato que popularizasse o uso do ativo digital. 

Com o novo status, a companhia pode aumentar a carteira de serviços oferecidos a seus usuários, que poderão transacionar seus ativos digitais no meio físico de forma mais rápida do que a praticada anteriormente, que envolvia a conversão da criptomoeda pela cotação do dia, de acordo com a moeda desejada. 

A Coinbase também ganha com esse novo acordo da Visa. Antes dela, a empresa dependia de uma companhia parceria para regular a taxa cobrada por cada transação (cerca de 2,49%). Agora, ela poderá gerenciar essa parte e obter lucro em cada venda, adquirindo uma fonte de receita recorrente e sem as tão conhecidas flutuações que envolvem o meio de moedas digitais. 

Sobre a aceitação, ela parece estar sendo bastante positiva: de acordo com postagem da empresa, metade dos clientes que solicitaram o cartão o utilizaram regularmente, sendo que os ingleses são o público mais fiel, seguido pelos italianos, espanhóis e franceses. 

Segundo Zeeshan Feroz, CEO da divisão da Coinbase  no Reino Unido (que é a responsável por gerenciar todo o processo do cartão), o objetivo da companhia é, assim que ganhar escala, fornecer melhores condições de taxas e serviços aos usuários. 

*Com informações da Forbes 

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