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Líderes extraordinários para tempos extraordinários

A ansiedade e o stress trazidos pelo Covid-19 vão mudar os comportamentos e atitudes dos consumidores e a natureza do capitalismo para sempre

Por  Sergio Basilio

12:00 - 8 de setembro de 2020
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Young casual Asian businesswoman leader asking for opinion in the meeting while making a presentation, panoramic banner background

Em tempos de crise surgem lideranças que mudam o destino de povos e, às vezes, de todo o planeta. As guerras, as pandemias, desastres naturais e as crises econômicas que moldaram o mundo nos últimos 3.000 anos revelaram homens e mulheres extraordinários por sua coragem, inteligência, persistência, visão e desprendimento. Os exemplos são milhares. Não ouso mencionar apenas alguns, pois, seguramente, seria criticado pela falta de nomes marcantes.

O Covid-19 coloca a nossa geração como testemunha de uma das maiores crises da humanidade. Várias pessoas poderiam ser citadas, mas ficarei com três que já eram líderes incontestes muito antes da pandemia, mas têm dado contribuições atuais importantes para que consigamos entender como será o “novo normal” ao término desse difícil episódio. Satya Nadella, Jorge Paulo Lemann e Philip Kotler são os escolhidos.

CEO da Microsoft desde 2014, substituindo o lendário Steve Ballmer, Satya Nadella, com 53 anos e natural da Índia, transformou a empresa que caminhava claramente para perder a sua relevância no mercado de TI, visto ter seu nome sempre associado a computadores e servidores, e não a serviços para o usuário. Satya, de forma brilhante, recolocou a MS como uma das mais importantes provedoras de serviços de nuvem pública e privada, como uma das líderes do segmento e uma das empresas mais valiosas do mundo.

O último evento global da Microsoft para parceiros, chamado Inspire, foi realizado de forma virtual em julho deste ano. Um dos pontos fortes foi o keynote do Satya. Ele ressaltou que a pandemia vai tornar o mundo mais remoto: funcionários, clientes, operações e produtos. Tudo remoto, ou muito mais remoto do que antes do coronavírus. Citou que a área de TI é responsável, hoje, por 5% do PIB global. Estimava-se que esse percentual iria subir para 10% em 2030. Ele previu que, devido à pandemia, esse percentual seja atingido já em 2025! Ressaltou também que todo o ecossistema de TI, ou seja, fabricantes, distribuidores, revendas e integradores, tem não só a oportunidade, mas a obrigação de manter pessoas e empresas ativas e produtivas.

Considerado o pai do marketing, aos 89 anos, Philip Kotler, autor de mais de 60 livros sobre gestão de negócios, não se abateu com o momento atual. Ao contrário, está tirando proveito dele e dando uma lição para todos nós. Nos últimos 10 anos Kotler conduziu o mais importante Summit do mundo sobre Marketing e Negócios, com milhares de participantes. Este ano, o evento em novembro será virtual, pretendendo atingir 10 milhões de executivos. Que pagarão para assistir à live do guru e de mais 80 renomados especialistas de todo o mundo. E não será barato.

Segundo Kotler a ansiedade e o stress trazidos pelo Covid-19 vão mudar os comportamentos e atitudes dos consumidores em todo o mundo, e modificar a natureza do capitalismo para sempre. E para melhor.

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O papel dos líderes

Finalizamos citando Jorge Paulo Lemann. Carioca, 81 anos, é considerado um dos maiores empreendedores brasileiros desde o Barão de Mauá. Lemann é hoje o controlador de gigantes como a AB Inbev, a maior fabricante de cervejas do mundo, da Burger King e da Kraft Heinz, além de investidor em dezenas de empresas em todo o mundo. Fez sua carreira baseada em disciplina, meritocracia e muito trabalho, além de uma visão excepcional para negócios.

Numa recente palestra para membros e alunos da Fundação Estudar, criada por ele em 1991 com o objetivo de apoiar a formação de alunos de graduação e pós-graduação, Lemann citou que, em poucos anos, as cinco maiores empresas da Bolsa de Valores do Brasil serão de Tecnologia. A pandemia, de novo, acelerou essa percepção desse brilhante executivo.

Foram citados dois octogenários e um cinquentão como líderes para nos conduzir neste momento de crise. A pergunta que não quer calar: E os jovens idealistas, corajosos e inspiradores onde estão? Infelizmente estamos em falta neste momento, na loja física e na virtual também…

Sergio Basilio é Diretor Comercial da SYNNEX Westcon Brasil

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