As perspectivas em cloud computing são, no mínimo, animadoras para aqueles que apresentam suas ofertas no mercado. De acordo com perspectivas do Gartner, por exemplo, até 2016, mais de metade dos consumidores vai utilizar serviços de nuvem como sua primeira forma de armazenar conteúdo digital. Isso no âmbito do consumidor final.
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Quando falamos em clientes corporativos, a consultoria pontua que 19% das empresas já usam a nuvem para a maior parte de sua produção computacional, e 20% se valem de ofertas de armazenamento como serviço. Os dados foram coletados entre junho e julho do ano passado.
A IDC também não fica atrás nas projeções, e acredita que, em 2016, serviços de nuvem terão se transformado em uma opção diária para CIOs, forçando diversas mudanças, desde o consumo desse tipo de tecnologia até a oferta de fornecedores de nuvem. ?Nos próximos 24 meses, as escolhas do CIO para desenvolvimento em nuvem vão mudar?, pontuou o relatório, divulgado no fim de novembro.
Com esses dois movimentos – de pessoas físicas cada vez mais se valendo de serviços de nuvem para suas atividades rotineiras e o das empresas mergulhando em ofertas corporativas dentro do contexto ? se torna cada vez mais comum o uso de serviços como o DropBox no ambiente corporativo. E mesmo que a política de TI seja contrária a essa prática, a consumerização da nuvem também é uma realidade. Ainda mais em um ambiente que pede, cada vez mais, colaboração e troca de ideias e informações entre os colaboradores.
Vou fazer uma rápida explanação sobre as ofertas dentro da área, já pedindo desculpas de antemão caso preços tenham sido alterados sem que eu tivesse conhecimento. O Dropbox, todos sabemos: 2 GB de graça, com a possibilidade de chegar a até 18 GB com a indicação de outros usuários para o serviço. Dentro do pago, o custo é de US$ 9,99 ao mês para 100 GB.
Os mais conhecidos concorrentes, talvez, sejam Google Drive (que parte de 5 GB gratuitos e chega a 16 TB a US$ 799,99), Microsoft SkyDrive (que sai de 7 GB gratuitos, com possibilidade de upgrade para 25 GB, e tem planos pagos a partir de 100 GB) e o Box (que tem entre seus planos 5 GB gratuitos e 50 GB a US$ 19,90).
A competição ficou realmente acirrada quando o Drive apareceu no ano passado. De lá para cá, startups pipocaram no mercado com promessas parecidas. Uma delas é a Cubby, nascida em 2012. A versão beta, gratuita, oferece 5GB de armazenamento em nuvem. A paga custa US$ 6,99 por mês para 100 GB. Tem também o SugarSync, por exemplo, que custa US$ 4,99 por mês por 30 GB e o plano de 100 GB sai a US$14,99 mensais. Há ainda o OPenDrive, Ubuntu One, MemoPal?
Além disso, as ofertas começam a ficar cada vez mais específicas. Recentemente, durante evento internacional da Amazon Web Services, conheci a This Life, que se vale da infraestrutura da fabricante para oferecer armazenamento específico de fotos e vídeos. O foco desta empresa é criar um verdadeiro álbum virtual ? em um modelo muito mais amigável do que o encontrado no Google Drive, por exemplo ? e que permite o compartilhamento com as mídias sociais.
Tem ainda, o Evernote, cujo objetivo é ser um ambiente de armazenamento de todo o tipo de arquivo que lhe interesse (inclusive notas criadas por você). Com versão para pessoas físicas e para empresas, o serviço permite ainda colaboração entre os usuários e promete ser um grande repositório de todo tipo de conteúdo da companhia. É uma categoria diferente, e custa a partir de US$ 10 por usuário e por mês. Tudo depende do número de usuários e quantidade de armazenamento, explica o site.
Segurança
Mas, como não poderia ser diferente, surge a ?famosa? preocupação com segurança. ?As empresas estão bastante assustadas e querem investigar essa situação. Tivemos o DropBox sendo hackeado algumas vezes nos últimos 18 meses?, lembrou Fernando Belfort, analista da Frost & Sullivan. Mas, segundo o especialista, este é um processo sem volta. ?Se o meu serviço de e-mail me impede de mandar arquivos superiores a 5MB, há um problema. Então eu preciso desses serviços para conseguir fazer o meu trabalho?, lembrou.
E é então que as ofertas criadas especificamente para empresas ganham espaço. A Salesforce.com, por exemplo, apresentou em setembro de 2012 o Salesforce Chatterbox, que permite gerenciar e compartilhar arquivos com a garantia de segurança. O sistema é pensado para uso em dispositivos móveis e permite o compartilhamento e colaboração. A novidade estará disponível no primeiro trimestre deste ano e os preços ainda não foram detalhados, conforme informações no site da companhia.
A Citrix também tem uma iniciativa, o ShareFile que, segundo eles, atende a todos os requisitos de segurança de uma empresa. Outro exemplo a ser citado é o da pioneira Intralinks. Nascida nos Estados Unidos em 1996, a companhia já tinha como conceito a criação de uma plataforma tecnológica para tráfego de informações na nuvem, com foco especial em situações onde a segurança é o grande foco: transações financeiras e processos de fusão e aquisições.
?Até hoje foi utilizado para 67 mil projetos, todos no âmbito corporativo. Nosso foco é o segmento corporativo?, explicou Claudio Yamashita. ?Expandimos esse uso para gerenciamento de informação na nuvem para qualquer tipo de processo: testes clínicos por hospitais, entre outros, com foco em compartilhar conteúdo de uma forma segura?, contou. São duas as ofertas principais da empresa: o Intralinks DealSpace, voltada ao mercado financeiro, e o Connect, que, mais abrangente, permite o compartilhamento de todo tipo de informações, com promessa de tráfego seguro. A capacidade chega até a 1 TB por usuário, mas o preço varia conforme o perfil do cliente e os serviços que são embutidos na oferta. ?Eu não concorro com Google Drive, por exemplo. O nível de proteção é muito mais sofisticado?, comentou.
Opções não faltam.
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