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Cloud computing vira arma para proteção contra hackers

Novas ferramentas estão ajudando a transformar a segurança das organizações a partir de uma abordagem holística e integrada. Com base no avanço das ameaças, ferramentas baseadas em cloud computing vêm tendo um impacto positivo interessante como arma para criação de um ecossistema de proteção digital contra cibercriminosos

Mais da metade (69%) dos respondentes da pesquisa Global State of Information Security Survey 2016, realizada pela CSO em parceria com a PwC, têm utilizado serviços de segurança baseados em nuvem para proteger e garantir a privacidade de dados sensíveis.

Para adaptar as métricas tradicionais a um mundo baseado em cloud, há um esforço das organizações na construção de uma nova infraestrutura de rede capaz de garantir mais inteligência e criar modelos de tratamento, defesa e resposta a incidentes.

Isso fica aparente no estudo, que identificou uma postura das companhias em busca de inovações e frameworks que lhes ajudem a mitigar fragilidades e a exposição a riscos. A grande maioria (91%) das empresas entrevistadas adotou uma estrutura de proteção de olho em conceitos emergentes que vão além da cloud.

Recursos de big data são vistos como uma oportunidade de combate ao cibercrime. Por exemplo, o estudo revela que 59% dos entrevistados utiliza ferramentas analíticas para ampliar sua proteção a partir da análise de informações em tempo real.

Em outra ponta, a quantidade de dispositivos conectados é um tema que preocupa as organizações no que toca a segurança de sua infraestrutura. Apesar disso, apenas 36% dos entrevistados tem alguma estratégia de segurança alinhada com internet das coisas (IoT).

O levantamento deixa bastante clara a visão de que a cibersegurança ganha espaço junto às áreas de negócios, fazendo com que as empresas repensem suas práticas a partir de um foco em tecnologias e conceitos inovadores que lhes ajudem a reduzir riscos e melhorarem o desempenho.

O mundo passou por uma escalada na frequência, intensidade e impacto de ações de hackers. Os incidentes detectados cresceram 38% em 2015. Em contrapartida, os orçamentos para proteção foram elevados em 24% no mesmo ano. “O futuro da segurança digital mescla pessoas, processos e tecnologias”, defende o relatório, reforçando uma visão explorada pela indústria.

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