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Cloud Computing coloca desafios para gerenciamento de TI

A nuvem necessita um regime de ferramentas e capacidades de gerenciamento muito mais forte, se a computação em nuvem tornar-se um paradigma para a TI corporativa. Esta foi a conclusão a que chegaram executivos da indústria e clientes, durante a conferência Interop, realizada em Nova York na terceira semana de setembro.

“Se você puder oferecer uma arquitetura que ofereça uma lista de serviços virtuais que se possa gerenciar com segurança física e virtual, então terá minha atenção”, afirmou Michael Baum, diretor corporativo e de desenvolvimento de negócios, e co-fundador da fornecedora de buscas Splunk. “Mas até que se consiga este estágio, não veremos muitos usuários corporativos de computação em nuvem.

Muitas organizações continuam cautelosos quanto à computação em nuvem, preocupados com a qualidade do serviço, tempo de entrega, segurança e outras questões gerenciáveis, como autenticação. “Não se quer apenas administrar a aplicação, mas também o serviço”, declarou Alistair Croll, analista da BitCurrent.

Um das principais coisas que muitos fornecedores de computação em nuvem deixam de lado é a visibilidade da infra-estrutura que roda a nuvem, opina Baum. “O problema com a ferramenta de engenharia do Googe é que não posso ver se uma aplicação está lenta até que um usuário reclame”, ele diz. “A transparência é zero. O que aprendemos com décadas de gerenciamento de aplicações corporativas é a necessidade de ter minha própria visão do programa”.

Entretanto, tal transparência e as ferramentas necessárias para gerenciar adequadamente serviços em nuvem para as medidas que são premissas para a gestão da aplicação corporativa podem estar a anos de distância. “Com o tempo, teremos uma solução de gerenciamento, mas ainda não existe”, concorda Vipal Sharma, co-fundador e vice-presidente de engenharia de virtualização da fornecedora Fortisphere. “As redes IP levaram dez anos para chegar a este ponto,” acrescenta.

Um dos aspectos fundamentais da nuvem que a torna difícil de gerenciar é a chamada “multitenancy”. Considerando que muitas companhias estão rodando instâncias virtuais de uma aplicação completamente independente da outra, os clientes podem ter pouca capacidade de controlar questões de infra-estrutura e ter que deixar algo da gestão a cargo dos fornecedores.

“O que você faz se tem problemas de entrada/saída porque outro cara, em outra parte do servidor, está rodando um banco de dados”, pergunta Reuven Cohen, co-fundador e diretor de tecnologia para Enomalism, fornecedora de computação em nuvem. Uma falha recente no Amazon EC2, por exemplo, foi atribuída a uma peça de código ineficiente que derrubou todo o sistema.

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