Clientes corporativos ganham ainda mais importância com alta do dólar

A
apreensão dos investidores com as perspectivas do Brasil após o anúncio da
redução das metas fiscais pelo governo durante o mês de julho desencadeou um
aumento diário do dólar, que tem alcançado níveis históricos, elevando a moeda
ao seu maior patamar desde março de 2003. A alta acumulada no ano 2015 ultrapassou
30%.

Essa
elevação afeta o mercado de TI por diversos motivos, entre eles, o da
importação dos equipamentos ou de seus componentes, no caso dos fabricantes
nacionais. O preço mais alto do produto reflete diretamente nas vendas dos
distribuidores, revendas e varejistas, que também ficam comprometidas pela alta
das taxas dos juros e, consequentemente, da inadimplência.

Se
o mercado nos últimos anos já vinha sofrendo com a margem de lucro apertada, o
cenário no final de 2015 pode ser ainda menos otimista com o cliente final
retraído, provavelmente postergando as compras para uma eventual normalização
da economia, ou pelo menos, da moeda norte-americana.

Como
representantes do mercado, os distribuidores não têm tempo para lamentar. O momento
é de entender o panorama e procurar o melhor caminho para lidar com as
dificuldades.  Se os clientes
corporativos já apresentavam uma grande fatia deste público, eles ganham agora
ainda mais importância.

Enquanto
os varejistas contam com um mix de produtos muito maior para compensar possível
queda nas vendas dos itens de tecnologia, os distribuidores e as revendas têm
nas corporações uma demanda contínua por infraestrutura, seja de hardware,
software, serviços ou treinamentos.

É
a hora de o vendedor consultivo entrar em ação.  Quem enxergar as reais necessidades do cliente
e sugerir soluções que melhorem nitidamente sua rotina assume papel fundamental
no elo da cadeia de TI, com crise ou sem.

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