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CIOs creem que TI é vista como componente de negócio

Mais de 80% dos CIOs brasileiros acreditam que o departamento que dirigem é visto como estratégico ou componente de negócios. A constatação veio como resultado da pesquisa “Antes da TI, a estratégia”, conduzida pela área de estudos da IT Mídia. Além disso, quase 50% dos cerca de 200 gestores que participaram do estudo se colocam como participantes e influenciadores do planejamento corporativo. “Em um cenário de expansão, isso se torna crítico”, opina Sergio Lozinsky, parceiro no estudo, apontando para a necessidade de uma maior autocrítica, considerando que o resultado pode ter gerado uma percepção inflada pelos respondentes.

“Para ocupar e conservar papel estratégico, as áreas de TI têm que buscar aqueles temas nos quais a tecnologia vem sendo estratégica para a empresa. Aumenta o grau de responsabilidade daqui para frente”, acrescenta. O apontamento baseia-se em outros dados revelados pelo estudo. Questionando aspectos de negócio, 60% dos CIOs revela que a principal estratégia de suas companhias contempla crescimento por meio de fusões e aquisições; 57%, através de inovação de proposta de valor; 56% entrada em novas geografias; e 31% ampliação de portfólio e/ou mercados atuais.

Gestores, no contexto, assumem papel fundamental. “Para expandir de forma inorgânica, algumas coisas têm que acontecer. A base [de sistemas] está preparada a ponto de não tornar-se um gargalo da expansão de negócios? Será que tenho um conjunto computacional escaláveis? Há uma série de questões estratégicas que afetam o plano de TI nessas situações seja no lado de quem compra ou de quem é comprado”, indaga Lozinsky. “Se os planos não estão alinhados, entendemos que alguma coisa tem que ser feita pelo próprio CIO para gerar uma autocrítica”.

Mais de 60% dos respondentes indicaram que as compras futuras serão direcionadas a soluções de negócio. Contudo, apenas 25% dos CIOs afirmaram que a equipe possui colaboradores preparados para cargos de gestão. Com grande embasamento na formação técnica dos profissionais do departamento, pode haver um gargalo ou um processo de divisão de responsabilidade com áreas usuárias, o que
não é ideal. É preciso repensar que é importante ter mais gestores ou pessoas preparadas para ocupar posições de comando.

Metade dos respondentes indicou que o orçamento vai crescer, pelo menos 10%, sobre o ano passado. No topo das prioridades aparecem questões como segurança da informação, virtualização, mobilidade e governança. Vai ser um ano de mais responsabilidades e discussão para preparar e implantar uma solução que atenda estratégias. Os fornecedores estão preparados: 75% dos CIOs disse que não. Ela é satisfatório para atender as urgências, mas não evolui para prover soluções de negócio com real impacto nos processos.

O estudo foi apresentado em primeira mão para os participantes da 13ª edição do IT Forum, que traz como tema central a “Liderança
globalmente responsável: você se orgulha do líder que é?”. Até domingo (24), o encontro reunirá, na Praia do Forte (BA), cerca de 190 CIOs das 500 maiores empresas do Brasil e cerca de 60 fornecedores de TI para momentos estruturados de conteúdo, relacionamento e negócios. A expectativa é que sejam realizadas 2.240 reuniões entre gestores de tecnologia e patrocinadores.

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