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CIOs alertam que software como serviço não é panacéia

Migrar para o modelo de sistemas hospedados – ou software
como serviço – pode levar a redução de custos com TI e facilitar a
administração e atualização, mas os gerentes devem preparar os usuários
corporativos para o seu significativo efeito sobre os seus processos de
trabalho, disseram os CIOs participantes do SaaSCon, conferência organizada
pelo Computerworld em Santa Clara, na Califórnia (EUA).

Os executivos sugeriram que os gerentes de TI primeiro
acessem os aplicativos corporativos, a infra-estrutura de sistemas existentes e
os processos de trabalho e utilizem esses dados para ajudar a determinar se
vale a pena ou não adotar o modelo de software como serviço.

Dean Lane, CIO da Universidade Henley-Putnam, em San Jose,
disse que as companhias devem avaliar os produtos hospedados e seus
fornecedores exatamente da mesma forma como fariam em um processo tradicional
de compra de software.

Por exemplo, os gerentes de TI devem avaliar de perto de se os
potenciais provedores são capazes de atender às demandas de seus negócios e
prover produtos que se encaixem em seus orçamentos. Além disso, diz Lane, “você
deve ter certeza que o provedor de SaaS temo tamanho ideal para atender a sua
empresa”.

O executivo falou à platéia de CIOs que eles devem encher com perguntas os
potenciais provedores de software como serviço sobre suas
ferramentas de segurança, localização do data center, capacidades de backup e
recuperação de dados e como as facilidades de hospedagem estão preparadas para
quedas inesperadas. Ele sugere ainda que os CIOs analisem cuidadosamente as
garantias de nível de serviço dos provedores.

No ano passado, o Gartner previu que as vendas de software
como serviço cresceriam mais do que o dobro daquelas de produtos empacotados
até 2011. Uma pesquisa do Forrester Research apontou que as vendas de software
hospedado para as companhias com mais de mil funcionários crescer 33% em 2007,
na comparação com o ano anterior.

Jesus Arriaga, CIO do Bosley Medical Group, na Califórnia,
disse que os gerentes de TI não podem jamais ser cuidadosos demais ao analisar
o passado, índices de sucesso e capacidades tecnológicas dos provedores de
software que lidarão com dados corporativos.

Por exemplo, diz ele: “Eles possuem um data center ou uma
garagem? Alguém sabe onde fica?”. Arriaga conta que o Bosley Medical Group
adotou ERP e CRM como serviço para solucionar a falta de profissionais, além de
mudanças em orçamentos e a necessidade de melhor alinhar o negócio com TI. Ele
conta ainda que a companhia agora passa pelo processo de terceirização do
sistema de e-mail Microsoft Exchange.

Na opinião de Arriaga, o software como serviço pode não ser
uma boa alternativa para uma empresa que utiliza uma quantidade expressiva de
software customizado. “Se você tem uma situação única que exige uma tonelada de
customização ou alteração, então você definitivamente deve procurar um outro
modelo”, destaca.

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