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CIO da Merck fala sobre fórmulas de negócio

A primeira imagem que vem em nossas mentes quando falamos de indústria farmacêutica são comprimidos, farmácias, médicos, laboratório. Provavelmente poucos se lembrarão da TI como parte integrante dos produtos do setor. A alemã Merck existe há mais de três séculos e atua em mais de 60 países. No início de 2007, com a conclusão da aquisição da suíça Serono, concebeu-se uma nova estratégia de TI, focando em inovação, integração e fusão de processos. A iniciativa permeia todas as divisões e negócios e divide-se em quatro etapas: execução, centralização da infraestrutura, globalização dos ERPs e harmonização de aplicações.

A fase de centralização da infraestrutura global implicou em um programa com impacto na padronização e harmonização, consolidação de data centers, entrega de serviços em blocos globais, regionais e locais e direcionamento de TI para o suporte aos processos de negócio. Contamos hoje com equipamentos e instalação padronizados. Temos também um Global Service Desk que atende todos os incidentes e solicitações até o cliente estar satisfeito.

No tocante a centralização de DCs, foram definidos sites centrais, o que permite sinergia e modernização de processos e minimiza a necessidade de investimentos em vários lugares para o mesmo tipo de serviço. A globalização do ERP, priorizou a implantação em sites onde há produção, seguido dos locais onde há somente comercialização.

No Brasil, a implantação do software de gestão ocorreu entre junho de 2006 e setembro de 2007, seguindo o modelo de validação de sistemas, que é um requerimento exigido pelos órgãos reguladores do setor. Desta forma, estamos aptos a comercializar produtos em qualquer parte do mundo, independentemente de onde ele tenha sido produzido. Com a padronização de processos, as áreas de negócio foram beneficiadas com soluções que permitem uma linguagem comum e uma forma única de gestão. Além disso, toda e qualquer mudança requer o envolvimento total das áreas de negócio para a definição e aprovação das solicitações, atendendo ao ciclo de releases planejados anualmente.

Para a etapa de harmonização de aplicações, foram definidos conjuntos de sistemas padrão que podem ser implementados em cada país de acordo com as necessidades de negócio ou como parte da estratégia global.

A gestão de TI é permeada por um grupo de 25 processos de governança global, onde a Merck Brasil, entre abril a novembro de 2008, implantou o projeto de inovação ISO 56K, pelo qual se certificou internacionalmente nas normas ISO 20000, ISO 9001 e ISO 27001. A adequação dá maior transparência da gestão dos serviços, através de indicadores.

Localmente estamos organizados para suportar e assessorar as áreas de negócio, seja na busca de soluções específicas, implantação de soluções globais ou em projetos que tragam benefícios para a empresa. Outras iniciativas locais contemplam virtualização de servidores e soluções de planejamento, acompanhamento e simulação de cenários onde poderemos verificar como algumas variáveis influenciam o desempenho de nossos negócios. Todos estes processos, padrões e metodologias permitem que a TI contribua para a qualidade de nossos produtos e crescimento da empresa.

*Marcos Mazarin é diretor de TI da Merck Brasil. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.

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