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CIO da Intelbrás fala sobre dia a dia da TI

Sócrates estava certo! Ele conseguiu sintetizar em uma frase, atemporal, diga-se de passagem, o sentimento que os gestores de TI vivenciam no seu dia a dia.

Não há como lutar contra o progresso. Ele é inexorável e nos traz, a cada instante, novos conhecimentos, novas tecnologias, novos conceitos, novas formas de ver e entender as velhas coisas, ou seja, nos mantém sempre naquela condição de ignorância apregoada pelo filósofo. Quanto mais eu aprendo, quanto mais eu pesquiso e quanto mais eu tento me aprofundar em um assunto, mais percebo o quanto ainda há para aprender e quanto é insignificante meu conhecimento.

As “sopas de letrinhas” estão por toda parte, sejam novas e recém-criadas ou substitutas e requentadas de sopas anteriores em edições revistas. Não importa, elas estão aí para nos desafiar constantemente. Recentemente, descobri que um conceito que eu estava estudando para aplicar, mudou de nome e tem uma nova conotação. Isso significa que, de certa forma, voltei a ser um ignorante neste assunto em particular.

Como se não bastasse, além de conhecer, analisar e entender cada uma dessas tecnologias e conceitos, precisamos ter a capacidade de escolher em quais investir para que possamos alcançar os objetivos e manter o tão sonhado alinhamento da TI ao negócio e vice-versa. Errar neste campo minado é muito fácil e acumular perdas e frustrações é um risco constante.

Então, vem a pergunta: o que fazer? Como sobreviver? Como alcançar o sonho do alinhamento? Mais uma vez, recorrendo ao conhecimento milenar do filósofo, esbarro na frase “conhece-te a ti mesmo”. Aplicada para si próprio, para a área de TI que administra e para a empresa como um todo; ela me parece ser um norte interessante para ajudar a responder esta questão.

Ainda dentro deste contexto, tenho observado e gostaria de destacar. Um fator importante a se considerar, ao decidir por uma nova tecnologia ou um novo conceito, é o nível de maturidade da organização em relação ao conteúdo do projeto. Creio que o sucesso estará tanto mais garantido quanto o projeto estiver próximo do nível de maturidade adequado. Entendo que esta é também uma forma de alinhamento ao negócio, pois, se uma empresa precisa de um ERP e a TI sugere um projeto de BI, por exemplo, este provavelmente estará fadado ao fracasso.

Termino como comecei, citando o filósofo, que certamente se fosse nosso contemporâneo seria um cara de TI… “só sei que nada sei”.

*Flávio Schoenell é gerente de TI da Intelbras

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