Não
é novidade que, ao longo da última década, as redes sociais têm
revolucionado a forma como a sociedade se comunica. É raro encontrar
alguém, ou alguma empresa, sem presença em pelo menos uma dessas
ferramentas. É fato o apetite das pessoas por esse meio de comunicação e
interação, mas será que as redes sociais corporativas seguem essa mesma
realidade?
Surpreendentemente,
não. Isso porque, em muitos casos, as forças de trabalho não percebem o
empenho de seus superiores na utilização das plataformas, fazendo com
que os esforços dos líderes para levá-los à produtividade tornem-se um
processo falho. Além disso, os colaboradores são os primeiros a
identificar o deslocamento entre o que a empresa é na realidade e o que
ela aparenta ser nas redes sociais.
Rede
social é vida real. Trazer os conceitos verdadeiros da sua empresa para
essas plataformas potencializará a forma na qual esses indivíduos se
relacionam dentro da companhia e nesse contexto, é de extrema importância a participação da liderança e isso é possível se essa identificação e o entendimento da marca acontecerem.
Portanto,
não vale ofertar desculpas como “eu não tenho tempo para isso” e “tenho
receio de perder o poder entre mim e os funcionários, diminuindo minha
capacidade de comando e controle”. O líder é o maior responsável pelo
uso correto da rede social corporativa, que se, utilizada de forma
eficaz, oferece benefícios como o melhor entendimento da cultura
organizacional, inovação na maneira de se comunicar com o restante da
empresa e divulgação de novidades em tempo real.
Confira algumas dicas
de como tornar esse meio um potencializador na atuação da companhia:
Fomentar
o posicionamento da empresa para alguns temas dentro das redes sociais é
um incrível chamariz de adeptos. Elenque temas interessantes sobre a
rotina da companhia e publique artigos
ou posts sobre ele, abra um canal para perceber se as pessoas pensam o
mesmo que você. Em qual momento haveria ambiente para discussões dessa
natureza? Essas redes podem auxiliar a demonstrar de forma simples o que
a empresa pensa sobre política, mercado, igualdade, esporte, etc.
Afinal,
por que os funcionários devem dedicar um tempo para postar em redes
sociais corporativas se os líderes não estão prestando atenção ao que
eles estão dizendo? O simples ato de ouvir, e demonstrar que está
compreendendo a mensagem, é o primeiro passo para uma colaboração
significativa em período de mudança.
Algumas
ferramentas, como o Twitter, fazem com que a distância entre um grande
executivo e seus times seja encurtada. Os líderes devem compartilhar
suas novidades, pensamentos e ideias por meio desses canais. Isso
fomenta a proximidade e gera interesse pelo discurso da empresa,
trazendo muito mais adeptos ao uso positivo das redes.
Há
muitos funcionários que se queixam da forma trivial como são
comunicados a respeito das novidades da empresa. O uso das redes sociais
corporativas acelera a interação entre colaborador e organização, o que
aumenta a produtividade e a captação das mensagens-chaves.
Que
tal promover workshops convidativos aos funcionários? Os encontros
devem ser um espaço para troca de ideias. Como melhorar os fluxos das
redes? Quais conteúdos mais chamaram a atenção da equipe? Esse movimento
irá transparecer o interesse da empresa no melhor relacionamento com
seus colaboradores e, de certa forma, promover a customização das
plataformas.
Inúmeros
estudos comprovam que as pessoas gostam de mídias sociais. Portanto,
não há nenhuma razão para que as redes sociais corporativas falhem,
desde que os líderes tomem as medidas necessárias para engajar os
funcionários. Os executivos que mostram para seus colaboradores que
estão aptos a ouvi-los e que dedicam tempo para envolvê-los na filosofia
da organização serão surpreendidos positivamente.
(*) Magui Castro é sócia da The Caldwell Partners no Brasil
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