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Cibercrime: a superfície de ataque inclui você, eu e as nossas empresas

A afirmação de que algumas empresas estão mais suscetíveis que outras ao cibercrime já não é realidade. Os atacantes se deram conta de que é mais vantajoso atacar uma empresa de pequeno ou médio tamanho ou várias pessoas físicas relevantes para atingir grandes corporações ou colecionar pequenos ganhos ilícitos. Nesse processo sequestram dados para pedidos de resgate ou venda no mercado do crime. Com o advento da tecnologia 5G, que amplia a variedade de dispositivos conectados à internet, essa superfície de ataque será ainda mais heterogênea.

Pense na questão do trabalho remoto, imposto às pressas pela pandemia. Agora, que 100% dos profissionais com funções elegíveis ao home office desfrutaram do benefício, vejo muitos líderes repensando o retorno ao escritório. Alguns consideram escalonar a presença desses profissionais na empresa, enquanto outros cogitam aderir ao trabalho distribuído de maneira permanente. Seja qual for a decisão, ela significa mais adaptações para que os colaboradores operem na nuvem de maneira adequada, com segurança da informação e governança dos dados, além de controle afinado na gestão de acessos e no monitoramento de comportamentos maliciosos.

Como gestor, vejo que o trabalho remoto já se firmou como realidade. No meu entender, ainda operamos em uma versão um pouco conturbada, dividindo a atenção diária entre as atividades da empresa e os cuidados com os filhos e a casa. Quando a pandemia passar, a tendência é que a experiência seja muito mais agradável, sustentável e produtiva. Ou seja, se hoje o modelo já é visto com bons olhos, imagina quando a situação se tornar mais confortável.

É preciso, porém, pavimentar esse caminho de mudança no mundo corporativo com segurança da informação. Ao aderir à Transformação Digital, a organização se dispõe a habitar uma terra mais moderna, robótica e inteligente, muitas vezes, com trilhas desconhecidas. Então, se esse ambiente não for seguro, cedo ou tarde as ações e os negócios da companhia irão estagnar ou retroceder, seja por resistência de alguns, conservadorismo de outros ou sobrevivência de todos.

Aqueles que derem passos sólidos e estratégicos, entendendo a segurança da informação como um serviço a ser prestado por especialistas, vão construir uma interessante vantagem competitiva. Nesse cenário e com esses cuidados, existem grandes possibilidades de ingressar ou se firmar no grupo dos produtores de riquezas do País.

*Rafael Sampaio é country manager da Etek NovaRed

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