O Google Chromebook é um sistema que, diferentemente de um computador comum, é iniciado diretamente em um navegador de rede. Com pouco armazenamento local, o dispositivo opera presumindo que o usuário manterá a maioria dos seus dados e documentos na nuvem, usando aplicativos com base na rede, como o Google Docs.
Seu custo é praticamente o mesmo de laptops mais baratos. O alvo do Google com eles é o mercado educativo e empresas, o que faz bastante sentido. A natureza fechada do Chromebook é ideal para essa utilidade. A Samsung e a Acer já iniciaram as vendas do produto em parceria com o gigante de buscas.
Pela proposta, usuários comuns também podem usar o dispositivo. Esse sou eu. Uso meu computador tanto para criar quanto consumir conteúdo. Realizo 99% de meu trabalho em um laptop Dell, que uso em casa, no trabalho e quando viajo.
Enquanto escrevo, o navegador Google Chrome está em execução com 45 guias abertas, juntamente com um editor de imagens, uma linha de comando DOS, um client de e-mail, um sniffer Wi-Fi, um client FTP, vários arquivos de navegadores e documentos MS Word e Powerpoint.
Também executo vários serviços. O mais importante é o Web Server.
Com um Chromebook, eu usaria a web, o e-mail e executaria o Google Docs ou o Microsoft Life, no lugar do Word. Mas precisaria dos recursos do PowerPoint, que só estão disponíveis na versão desktop. Além disso, os editores de imagem, vídeo e áudio com base na rede são muito lentos para o trabalho que faço. Preciso do meu Web Server e do client FTP para testar e transferir o conteúdo para o meu site.
Então, eu não me encaixo como mercado alvo para o Chromebook. Ele não é um sistema para usuários que utilizam muito conteúdo local. Mas e mais à frente?
Isso irá mudar. Não é difícil de imaginar um Chromebook com uma conexão rápida à internet, com memória Flash de 1 terabyte e mais CPU e poder de RAM.
É aí que o Chromebook passa a ficar interessante.
Eventualmente, programas com base na rede ficarão mais rápidos e poderosos como os aplicativos que estão instalados no aparelho. Então, a não ser que o software de desktop suba o padrão significativamente, eu abandonaria o Windows. O preço e o timing também precisariam ser adequados.
Interfaces de usuário gráficas, como o Xerox Star, VisiOn, Windows 1.0 e 2.11 e o Lisa, da Apple, foram lançados antes que seus hardwares dessem apoio apropriado a eles. O primeiro Mac foi lançado na hora certa.
O Google Chromebook ainda não é adequado para mim. Mas as coisas podem mudar. O tempo dirá se o primeiro Chromebook é mais como o primeiro disco flexível e monocromático de 128 K com base no Mac ou com o seu condenado antecessor, o Lisa.
Cabe ao Google decidir se vai atualizar o aparelho.
(Tradução: Alba Milena | Revisão: Thaís Sabatini)
Saiba mais:
Vídeo: Google apresenta o Chromebook
Samsung Chromebook: primeiras impressões
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