Categories: Notícias

Centralização é a chave do controle

Em tempos de globalização, não é incomum ter vários sites, cada um deles com seu próprio firewall, conectados à Internet. Você poderia gerenciá-los localmente, mas isso exigiria um estafe de suporte em cada uma das localizações conhecidas da segurança de rede. Estabelecer uma política de segurança unificada é muito mais complexo. Gerenciar seus vários firewalls centralmente é mais inteligente e crucial para manter uma rede segura.

Em silêncio em sua rede, os firewalls ajudam a evitar o acesso desautorizado entre os segmentos do sistema. Seja administrando um site ROBO (Remote Office/Branch Office) ou um Fortune 100, se você estiver conectado à Internet, terá de colocar um em funcionamento. Existe apenas um dispositivo para gerenciar e monitorar, e ele não exige muito trabalho depois da instalação. Entretanto, se você estiver tentando gerenciar a segurança de vários sites, precisará de algo melhor do que um simples GUI de gerenciamento. Testamos três firewalls que atendem às necessidades empresariais o Raptor Firewall 6.5, da Axent Technologies; o VPN-1 Gateway, da Check Point e o Cisco Secure PIX Firewall 520, da Cisco Systems. Nossos testes revelaram algumas diferenças consideráveis de performance, relatório e gerenciamento.

Queríamos olhar especificamente o gerenciamento multiunidade distribuído. Todos os firewalls que testamos tinham alguma capacidade para o gerenciamento remoto, mas descobrimos uma grande variação na implementação. Com a exceção do produto da Check Point, os firewalls testados nos exigiram usar seus clientes VPN para um gerenciamento seguro, o que significou usar uma estação de gerenciamento baseada no Windows. Colocamos os firewalls em nossa rede Real World Labs e convivemos com eles. Descobrimos que, em grande parte, a configuração remota foi sem problemas. Mal percebemos a diferença entre gerenciar um firewall na sub-rede local e gerenciá-lo em nossas conexões Frame Relay. Entretanto, o que diferenciou um firewall do outro foi o logging e o relatório. Sendo incapazes de diagnosticar as conexões localmente, tivemos de confiar nos meios de relatório das estações de gerenciamento.

Encontramos diferenças consideráveis nessa área. O relatório é crucial para o gerenciamento de firewalls devido à grande variedade de ataques que podem aparecer no firewall. O que primeiramente pode parecer um comportamento anômalo, como algumas tentativas de conexão rejeitadas, pode se mostrar, com o tempo, ser uma varredura de porta lenta projetada a evitar a detecção. Até que a correção automatizada de eventos seja desenvolvida, a melhor defesa de rede é administrar regularmente os logs (registros). Embora rastrear conexões bem-sucedidas possa não ser terrivelmente importante em base diária, o aumento de tentativas bloqueadas pode assinalar qualquer coisa, de um ataque efetivo a dispositivos mal configurados ou se comportando mal. Um bom logging deve apresentar informações o suficiente aos administradores para que saibam quando fazer a varredura rapidamente em eventos importantes. Mais detalhes devem estar disponíveis se necessário. O firewall da Check Point bate os outros produtos em sua capacidade de relatório por causa do nível de detalhes apresentado ao administrador. Durante o teste, descobrimos que poderíamos facilmente determinar onde nossos problemas de configuração estavam ao examinar os logs, descobrindo as entradas relevantes e, então, chegando à regra que desencadeava a entrada de log.

Todos os firewalls que testamos são certificados pela ICSA, e os configuramos e assim como os sistemas operacionais subjacentes para serem tão seguros quanto possível ao desligar os serviços e corrigindo o sistema operacional subjacente. Para testar as vulnerabilidades, escolhemos alguns ataques bem conhecidos para invadir os servidores protegidos pelo firewall, em vez de usar produtos comerciais, como o Internet Scanner, da ISS, ou o CyberCop Scanner, da Network Associates. Os fabricantes têm melhorado esses produtos contra tais estratagemas óbvios.

Nosso primeiro passo no teste de segurança foi traçar o perfil de cada um dos firewalls. Queríamos determinar o quanto poderíamos descobrir sobre eles e os serviços a que estava protegendo e se poderíamos nos desviar deles e atacar os servidores diretamente. Quando fizemos a varredura dos firewalls diretamente, com o aplicativo Nmap, da Fyodor, descobrimos todos eles, excetoo Firewall-1, que continuou obscuro para nós.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

12 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

15 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

17 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago