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Cenibra automatiza processo de monitoramento de 254 mil hectares

Zelar pelo patrimônio florestal é uma das principais funções
da Cenibra, situada no Leste de Minas Gerais. Há 41 anos no mercado, a
companhia maneja uma área de 254 mil hectares, sendo 51% de plantio de
eucalipto; 41% de área de preservação permanente e floresta nativa; e o
restante em áreas destinadas para infraestrutura e outros. Para proteger a área
de incêndios florestais, a empresa mantém torristas que trabalham em regime de
turno 24×7 em 26 torres instaladas em locais estratégicos, distribuídos em 54
municípios. Mas como fazer isso de maneira diferente? Que contribuição poderia
vir da TI?

Esses profissionais ficam posicionados com binóculos,
prontos para comunicar qualquer ocorrência via rádio, um modelo com manutenção
bastante desafiadora, como define Ronaldo Ribeiro, gerente de TI da Cenibra.
“Ter pessoas em lugares inóspitos, com necessidade de condições ergonômicas,
alimentação, transporte não é tarefa fácil e ainda com altos custos”, explica.
Para diminuir a dependência do ser humano, a companhia decidiu investir em um
sistema de vídeo monitoramento nas torres de observação para vigilância e assim
nasceu o projeto Vigilância Florestal Remota.

Uma das principais barreiras do projeto era levar tecnologia
a localidades distantes, sem energia elétrica, presença de links de comunicação
de dados e ainda encontrar um sistema de monitoramento que atendesse às
expectativas da área florestal. Para definir os modelos da iniciativa, em
princípio foi criado um grupo de estudos formado pelas áreas de negócio
(florestal), de recursos humanos (contrato com a empresa de vigilância) e de TI
(gestora do projeto). Munidos de relatórios, o grupo apresentou ao Comitê de
Aprovação de Investimentos da Cenibra a tecnologia PDCA. “O PDCA nos ajudou a
eliminar o desperdício e a mudar a maneira de trabalhar do processo. Esse projeto
foi construído como parte do plano de ação de nossas metas de redução de custos
que foram desdobradas do nosso planejamento estratégico”, explica Ribeiro, e rendeu à companhia o projeto vencedor da categoria Plástico, borracha, papel e celulose da premiação As 100+ Inovadoras no Uso da TI

Segundo o executivo, foram avaliadas parcerias com diversos
fornecedores para encontrar a melhor alternativa técnica e, por fim, instalados
links de banda larga via rádio, sistemas de câmeras IP PTZ, rádios Wi-Fi,
energia alternativa fotovoltaica e sistemas de monitoramento. Embora tenha tido
início em janeiro de 2013, o projeto piloto foi implantado em 2014 em quatro
torres com investimentos da ordem de R$ 435 mil. “Depois de aprovado, a grande
dificuldade foi prover a infraestrutura nos locais ermos, como energia, link de
banda larga e segurança para os equipamentos contra vandalismo”, ressalta. Para
preparar a equipe, Ribeiro afirma que foi preciso uma quebra de paradigma, já
que as pessoas que operavam o sistema piloto implantado não tinham conhecimento
de recursos informatizados. “Treinamos todos em informática básica associada
aos conhecimentos de monitoramento local que já possuíam. O retorno foi
imediato, eles apresentaram uma assimilação rápida”, resume.

Entre as vantagens contabilizadas pelo projeto estão:
eficiência operacional entre o sistema novo e o processo convencional,
qualidade do sistema de enlace de rádio, das imagens geradas e possibilidade de
zoom atingindo pontos de observação que vão além da capacidade humana. Manter
as gravações dos registros por longo tempo e a maior precisão na localização
dos focos de incêndio também têm sido um diferencial. Como próximos passos,
Ribeiro pretende expandir para todas as torres o sistema de monitoramento
on-line. “O sistema entrou em produção em setembro de 2014, os resultados
apresentados evidenciam que a solução é um caminho sem volta e se expandirá
para as demais torres existentes”, pontua. 

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