Carreira

Profissionais da América Latina ficam para trás na preparação para IA

A América Latina está entre as regiões menos preparadas para adotar e expandir a inteligência artificial generativa por conta do baixo índice de preparação dos trabalhadores, indica um estudo divulgado essa semana pela Degreed, feito em parceria com a Harvard Business Publishing. É o chamado Índice de Preparação Regional (RPI, na sigla em inglês).

No estudo – chamado Como a força de trabalho aprende GenAI em 2025 – a região apresenta os níveis mais baixos de experiência em IA, o que pode indicar uma curva de aprendizado mais lenta ou exposição limitada a fluxos de trabalho impulsionados por IA. As pontuações mais baixas em suporte e infraestrutura sugerem desafios na implementação da IA devido a recursos limitados, financiamento ou priorização estratégica, diz o estudo.

Segundo os envolvidos no estudo, o RPI serve para indicar como organizações em diferentes regiões do mundo percebem a própria prontidão para adotar e escalar o uso de IA generativa. No entanto, o índice não leva em consideração fatores como ambientes políticos, condições econômicas ou estruturas regulatórias, que também podem impactar os resultados.

Veja também: Mais da metade dos desempregados usa IA para se preparar para processos seletivos

O estudo foi realizado em fevereiro de 2025 por meio de pesquisa online com 2.700 pessoas que trabalham em empresas com mais de mil funcionários em cinco continentes: América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, América Latina e Oriente Médio e África.

A América Latina obteve pontuação de 57,61 no índice, ligeiramente atrás do Oriente Médio e da África, com 58,06. A Europa e a América do Norte têm as pontuações mais altas –60,36 e 60,07, respectivamente –, indicando melhor infraestrutura, sistemas de apoio e prontidão.

“Embora o interesse pela IA esteja crescendo rapidamente em toda a América Latina, nossos dados mostram que muitas organizações ainda enfrentam barreiras fundamentais na implementação”, diz em comunicado Eva María Raimondo, vice-presidente para a América Latina da Degreed. “Isso inclui acesso limitado a ferramentas avançadas, escassez de profissionais qualificados em IA e falta de apoio coordenado no nível organizacional.”

Segundo os autores do estudo, há necessidade de investimentos e apoio direcionados em regiões como a América Latina para preencher lacunas de capacitação e promover o crescimento inclusivo da IA. Os dados destacam disparidades na preparação entre diferentes regiões, revelando também oportunidades de negócios, riscos competitivos e lacunas de mercado para as lideranças nesses locais.

O relatório completo pode ser baixado nesse endereço.

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