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Capital paulista conta com ajuda de drone e aplicativo no combate ao Aedes

A capital paulista terá ajuda de um drone para identificar criadouros do mosquito Aedes Aegypti, informou o prefeito Fernando Haddad, em ação do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Mosquito Aedes Aegypti, que ocorreu no bairro de Guaianases, na zona leste da capital paulista, na manhã de sábado (13/2). Participaram também o secretário municipal de saúde, Alexandre Padilha, e o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.
“O drone é para aquelas casas que estão fechadas, então ele permite que se visite a casa, sem a necessidade de chamar um chaveiro, e verificar se tem algum foco. Se há o foco, chama-se o chaveiro, mas não precisa chamar antes de entrar [com o drone]”, explicou o prefeito.
No entanto, ele ressaltou que o uso do artifício tecnológico é uma exceção e que a regra continuará sendo a visita dos agentes comunitários de saúde. “Tem cinco mil militares que vão ajudar os agentes a entrar nas casas para fazer esse fumacê que ataca o mosquito; tem larvicida, que é sobretudo para terrenos baldios; e tem a mobilização social para acabar com os criadouros”, disse.
Na ação simbólica, em Guaianases, o prefeito, o secretário e o ministro vestiram roupa e máscara especiais e fizeram a nebulização em algumas casas da rua Professor Francisco Russo. A moradora da mesma rua, Jaqueline Oliveira, 20, disse que, das quatro pessoas da família, três tiveram dengue no ano passado e considera importante a ação de combate ao mosquito.
“Aqui em casa não temos nada de água parada, não temos pneus, garrafas, plantas e usamos repelente, mesmo assim pegamos. Meus pais trabalham na área da saúde e mesmo com todo o cuidado, pegamos dengue”, disse. Segundo ela, o local tem sofrido com enchentes, e isso ajuda na formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. “Da última vez, a água subiu até o nível da garagem. [Após a enchente] fica com muito barro, muitos carros destruídos, mato, árvores [caídas], aí demora até tirar tudo”, relatou.
Outros moradores da rua também reclamaram das enchentes, que acabam deixando água empoçada na região. Jair Roberto da Silva, 39, disse que tem criança e idoso em casa e se preocupa especialmente por causa deles. Ele afirma que a ideia da campanha é boa e que as pessoas do bairro se mobilizam para combater possíveis criadouros do mosquito, porém, lembrou que a rua sofre com enchentes, o que causa a formação de poças d’água. “A campanha em si sobre a dengue é boa, mas quando dá enchente aqui não aparece ninguém”, disse.
Uso de tecnologia
O secretário de saúde, Alexandre Padilha, disse que cidade está utilizando novas tecnologias no combate ao mosquito, como o drone, que será um agente aéreo para vistorias residências; testes rápidos para identificar as doenças transmitidas pelo aedes aegypti, além de diferentes larvicidas e inseticidas e aumento no número de agentes de saúde.
A prefeitura lançou ainda o aplicativo “Sem Dengue”, que permite o envio de informações sobre criadouros pela população, o que ajudará no mapeamento dos focos do mosquito. O usuário tira uma foto do possível foco, confirma se o endereço está correto e já pode enviar. A informação é recebida por equipes de supervisão e vigilância sanitária, que incluem o dado no mapeamento da secretaria municipal de saúde. A ferramenta está disponível para os sistemas Android e IOS.
Um dos criadores do aplicativo, Paulo Pandolfi, disse que a ideia surgiu a partir da ¨”importância de empoderar o cidadão na colaboração para a luta contra o mosquito. O cidadão é um agente importante para fiscalização”. Segundo ele, mais 30 prefeituras no país utilizam a ferramenta e reúnem informações estratégicas a fim de mapear e planejar ações para combate ao mosquito.
O secretário de saúde destacou ainda a importância das visitas às casa, informando que 20 mil agentes de limpeza foram colocados nas ruas e que os militares também terão uma presença maior na ação de combate ao mosquito, a fim de mobilizar e conscientizar a população. Ele disse que 85% do foco do mosquito da dengue, na cidade de São Paulo, está dentro da casa das pessoas. Então orientar a população é importante.”
Hoje, durante todo o dia, as Forças Armadas realizaram um mutirão de conscientização. No estado de São Paulo, 22.658 militares do Exército, Marinha e Força Aérea visitam casas, lojas, logradouros públicos e empresas com o objetivo de esclarecer sobre a importância de se eliminar os focos de criação do mosquito aedes aegypti, que transmite a dengue, a chikungunya e vírus zika. A capital paulista reúne o maior efetivo do estado, com 5.021 militares.

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