A partir de segunda-feira (11), bancos e instituições financeiras do Brasil começaram a enviar automaticamente informações de seus clientes para gestoras que vão operar o Cadastro Positivo. Trata-se de uma lista de bons pagadores que deve reunir, neste momento, dados de 110 milhões de brasileiros.
A iniciativa traz a Serasa, a Gestora de Inteligência de Crédito (Quod), a Boa Vista Serviços e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL – SPC Brasil) como gestoras aprovadas pelo Banco Central (BC).
Nesta fase, as gestoras responsáveis terão 30 dias (após a inclusão dos dados) para informar os clientes. A notificação deve ser feita por correio, e-mail ou SMS.
Os clientes terão um ranking de pontuação de 0 a 1.000, utilizado para compor seu histórico de crédito. Não será informado o histórico de compra dos clientes. Após o período inicial, os bancos receberão as pontuações num prazo de 60 dias. Cada consumidor poderá acessar o site do SPC Brasil para acompanhar suas informações e pontuação.
O cadastro positivo existe desde 2012 no Brasil, mas funcionava de maneira inversa. O modelo automático foi criado em abril e regulamentado em julho.
Como explica Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, o novo banco de dados deve permitir uma avaliação mais justa na análise de crédito. “No modelo anterior, as empresas que concediam crédito tomavam suas decisões baseadas, principalmente, no registro de inadimplência”, disse.
Desta forma, “uma conta esquecida poderia ser suficiente para que um bom pagador tivesse seu crédito negado.” Pellizzaro Junior acredita que o novo banco “tem uma relevância muito maior do que uma negativação isolada”.
Ele ainda diz que informações dos consumidores serão usadas única e exclusivamente para fins de análise de crédito. Se alguma empresa extrapolar este limite, estará sujeita a penalidades previstas em lei.
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