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Busca é alternativa para resolver dispersão de dados nas empresas

Uma das atividades mais comuns na navegação dos internautas, a busca começa a fazer parte da atividade nas empresas. As ferramentas de busca, que trazem informações dispersas por toda uma máquina ou uma rede de computadores empresarial, podem aumentar a produtividade e ajudar na organização de informações, com isso melhorando a tomada de decisões nas corporações.

Segundo estudo da IDC, os funcionários passam em média dez horas semanais em busca de informações. “E cerca de 3 horas e meia são desperdiçadas em encontrar informações que são ineficazes, o que representa 10% do salário do funcionário”, diz o gerente de operações da CTT Brasil, João Dalla. A empresa começará em setembro a treinar canais das ferramentas de busca corporativa da Google.

Desenvolvedoras de tecnologia como a Google e a norueguesa Fast Search & Transfer estão entre as líderes do novo mercado, em que até mesmo Oracle e IBM começaram a atuar.

Empresas de diversos setores fazem projetos iniciais, ainda menores, como forma de ter um contato com a tecnologia e observar que benefícios pode ganhar com o uso mais amplo. “Num primeiro momento, os projetos podem custar de US$ 5 mil a US$ 250 mil”, diz o gerente de produtos da primeira empresa a distribuir as ferramentas do Google no Brasil, a Mude, Marcos Conforto. “O projeto da Nasa [agência espacial americana] supera US$ 1 milhão.”

A oferta do Google envolve hardware e software e é cobrada de acordo com a quantidade de documentos em que a busca é feita, de 150 mil documentos até volumes de 30 milhões ou mais. Projetos da Nasa, do Banco Federal americano (Fed) e da Cisco Systems envolvem 30 milhões de documentos, com e-mails, páginas na internet e intranet, arquivos de texto e planilhas eletrônicas.

Em pouco mais de seis meses de parceria no Brasil, a distribuidora Mude tem cerca de 15 clientes em negociação para implementar ferramentas Google.”Estamos na mesma transformação pela qual passou o segmento de banco de dados nos anos 90″, avalia o diretor geral da Fast para a América Latina, Geraldo Maroniene. A líder em banco de dados, a Oracle, passou de US$ 1 bilhão de faturamento em 1992 para US$ 18 bilhões no último ano fiscal.

“Trabalhamos com projetos mais e mais estratégicos. A busca não é uma caixa no canto superior da página, pode ser uma forma de empresas de mídia monetizarem com seu conteúdo antigo, entrega de serviços das teles e análise de dados (BI)”.

E é exatamente chegar próxima do tamanho das empresas de BI – as maiores, Cognos e BO faturam cerca de US$ 1 bilhão -, a meta da Fast, que dobra de tamanho a cada dois anos. Nascida há 10 anos, dois a mais que o Google, a norueguesa sempre foi focada no segmento corporativo e faturou cerca de US$ 162 milhões no último ano. Ao contrário, a Google nem sempre foi rival, tendo chegado às vendas corporativas recentemente.

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