A Bull anunciou nesta semana a intenção de criar, junto a CDC (Caisse des Dépôts), uma joint venture com patrimônio de 28 milhões de euros. O objetivo é fomentar serviços de Computação de Alto Desempenho (HPC), sob o guarda-chuva de um projeto chamado NumInnov.
A ideia do NumInnov é criar um provedor de serviços independente, especializado em aplicativos HPC, que irá operar em toda a Europa e que contará com o conhecimento da Bull no assunto. Não foram dados detalhes sobre um eventual operação futura no Brasil.
O CDC é um grupo de capital aberto e conhecido investidor no desenvolvimento econômico e interesses gerais da França, e deve colaborar com algo em torno de 10 milhões de euros para o projeto. Em comunicado, foi informando que ele atua como operador do “Fonds National pour la Société Numérique” (o Fundo Nacional para uma Sociedade Digital), criado como parte de um programa de incentivo econômico do governo francês.
A companhia conjunta oferecerá serviços de infraestrutura como serviço (IaaS, da sigla em inglês) e plataforma como serviço (PaaS, da sigla em inglês) também destinados a ISVs (Independent Software Vendors) atuando sobre a bandeira do projeto “NumInnov”. Até o momento 25 ISVs, a maioria deles de pequenas e médias empresas, já demonstraram interesse pelo projeto, segundo a Bull.
A ideia é agilizar processos de inovação, por exemplo, na indústria automotiva e aeroespacial (modelagem de fenômenos físicos e simulação de acidentes, otimização da aerodinâmica, desenho de novos materiais), na indústria de gás e petróleo (estudos geofísicos e sísmicos, otimização dos reservatórios e produção), estruturas inteligentes e simulação de energia.
Na área da saúde, o projeto atuará como uma ferramenta de inteligência média, no desenvolvimento de aplicativos e serviços para exames médicos, simulação e assistência em procedimentos cirúrgicos, criando uma “assinatura digital” das diferentes doenças e imagens médicas.
Os exaflops da Intel
Em visita recente ao Brasil, durante o Intel Developer Forum, a Intel prometeu que até o fim deste ano construirá um microprocessador com mais de 50 cores e cinco bilhões de transitores. A ideia, segundo Kirk Skaugen, vice-presidente da companhia, é entrar no segmento de HPC, com a capacidade de processar em um nível de exaflops, até 2018. Citando dados da China – o maior mercado de PC do mundo – , e do Brasil – o terceiro da lista – o executivo chamou a atenção para o esforço diante dos investimentos em HPC em ambas as nações.
No caso do país asiático, o nível de processamento de gigaflops atingiu a marca de 6 milhões neste ano, ao passo que no Brasil o total é perto de zero. “Muitos desses flops, com certeza, são utilizadas em defesa nacional, pesquisas em ciência e avanço da tecnologia”, contou.
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