A operadora que se originará da união entre Oi e Brasil Telecom (BrT) poderá ter de 5% a 10% de participação dos mercados em que atuar e ter papel importante na expansão dos acessos à internet na América Latina, segundo Jose Mario Lopez, gerente da Pyramid Research.
“Existem oportunidades para a compra de participação em operadoras em todos os países”, comenta. Para ele, a participação pode ser atingida em um período de cinco anos da empresa nos mercados. “A Oi tem conhecimento na convergência fixo-móvel e pode ensinar isso às operadoras”, completa.
No entanto, aproveitar as oportunidades vai levar algum tempo. “Primeiro elas têm que consolidar suas operações, e isso não demora uma semana ou um ano”, pontua.
A criação de uma empresa de telefonia com capacidade para competir com Telmex e Telefônica é o principal argumento na defesa da operação.
O primeiro passo para que ela aconteça deve ser dado nas próximas semanas. No fim de março, a Oi informou “que obstáculos negociais relevantes existentes entre os acionistas controladores da BRT estariam próximos de serem superados”. Resolvida a parte dos acionistas, ainda será preciso esperar uma posição do governo sobre as mudanças no Plano Geral de Outorgas (PGO) – em avaliação pela área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas sem previsão de seguir para o Conselho Diretor.
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