Brasileiros priorizam flexibilidade a salários em ofertas de emprego

Brasileiros estão reavaliando suas prioridades na hora de aceitar uma nova proposta de emprego. Pesquisa do site de empregos Indeed feita com 840 trabalhadores brasileiros revelou que 45% preferem ter maior flexibilidade em um novo emprego com a possibilidade de alternar entre o trabalho presencial e o remoto, enquanto 40% priorizam salários maiores.

Entretanto, há outros quesitos ainda mais importantes. Quando perguntados sobre o que consideram mais importante para aceitar uma proposta de emprego, as outras respostas mais comuns foram: benefícios como plano de saúde, vale-transporte, vale-refeição e licença maternidade (69%), e benefícios como participação nos lucros e bônus por metas (44%).

Já em julho de 2021, em uma pesquisa similar, quando perguntados sobre o que era mais importante ao procurar por um novo emprego, as três respostas mais comuns foram benefícios como vale-refeição e plano de saúde (66%), participação nos lucros e bônus por metas (60%) e um salário maior (48%).

Para Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed no Brasil, essa mudança pode ser vista como uma demonstração de como as pessoas estão reavaliando suas prioridades e valorizando aspectos que vão além do salário.

Leia também: Trabalho híbrido é o modelo mais adotado no Brasil, diz Google

“Claro que um salário competitivo continua sendo importante para as pessoas, mas não está mais nas três principais prioridades na pesquisa desse ano, enquanto maior flexibilidade ganhou a preferência de mais pessoas. O bem-estar no ambiente de trabalho e um equilíbrio entre vida pessoal e profissional têm se tornado questões cada vez mais importantes para os funcionários nos últimos dois anos, e isso é exatamente o que os dados mostram”, afirma o executivo.

Se houver a chance de escolher, os trabalhadores brasileiros também parecem preferir a possibilidade de misturar trabalho presencial e remoto do que um modelo totalmente remoto. A possibilidade de trabalhar 100% remotamente foi a opção menos escolhida entre as prioridades (25%), apesar do aumento registrado quando comparamos com a resposta dos entrevistados no ano passado (18%). Por outro lado, a preferência por um ambiente descontraído e saudável mais que dobrou em comparação à pesquisa do ano passado, saltando de 19% para 41%.

No recorte geracional, enquanto um ambiente de trabalho descontraído e saudável é uma prioridade para quase metade (48%) dos que fazem parte da Geração Z (o 2º mais importante no top 3 deles), essa é uma prioridade para 34% dos Millennials, sendo apenas a 5ª opção mais importante para eles. Mas quando se trata de um salário competitivo, fica claro que isso é mais uma escolha dos Millennials (47%) do que da Geração Z (33%).

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