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Brasil não tem serviço de nuvem, diz especialista

Baseado em três pilares ? segurança, disponibilidade de datacenter e banda de internet ? que podem ser considerados como os maiores desafios para o crescimento da computação em nuvem hoje, o diretor da W5 Solutions, Marcos Abellon, afirmou, em entrevista ao IT Web, que o Brasil não tem serviços de cloud computing. Ele conversou com a publicação durante o XXI Encontro GeneXus, que ocorre entre os dias 12 e 14 de setembro, em Montevidéu, Uruguai.

?Eu não diria que estamos muito atrasados em relação ao resto do mundo. Eu diria que não temos serviço de nuvem no Brasil. Não temos nenhum provedor do modelo. Se pegarmos grandes empresas brasileiras, não vemos o conceito de nuvem, vemos o conceito antigo de datacenter, temos apenas alguns servidores que estão disponíveis. O conceito de nuvem é de uma estrutura nova, com milhares de servidores disponíveis,? explica.

Segundo ele, além da desconfiança com a segurança no serviço, o que acaba atrapalhando a chegada definitiva da computação em nuvem no País, existe  a baixa qualidade da banda.?Acho que o principal desafio a ser vencido hoje é a banda de internet, porque não adianta falar que você não tem segurança, não tem disponibilidade se você não chega no datacenter.? Porém, ele aponta que, mesmo com esse problema, em três anos o modelo irá decolar no Brasil.

Copa do Mundo

Abellon alerta para problemas sérios que podem vir com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. O tráfego de dados em épocas como essa costumam aumentar nas cidades e países sedes desses jogos e, por isso, ele sugere que a qualidade da banda deva aumentar em dez vezes.

?Isso tem que evoluir muito rápido nos próximos anos porque pode ser um gargalo de crescimento do País. Sem contar que para a Copa do Mundo nós precisamos multiplicar a nossa largura de banda no Brasil por dez e não acho que seja possível conseguirmos isso. Acho que no máximo umas três vezes o que tem hoje e, por isso, o serviço de tráfego de dados será uma vergonha. Se tivéssemos investimentos, poderíamos chegar ao ideal em três ou quatro anos. Mas, na situação atual, o tamanho tem que dobrar a cada ano. E o processo no Brasil é muito lento.?

*A jornalista viajou ao Uruguai a convite da Artech

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