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Brasil é estratégico para a IFS na área de ERP

A IFS está animada com a força da economia no Brasil e planeja crescimento no mercado local. Alastair Sorbie, CEO global da companhia, afirma que o País é altamente atraente e estratégico para os negócios da empresa sueca de software de gestão empresarial. “É, sem dúvida, o mais importante na América Latina”, ressalta.

Ele afirma que a fabricante ainda tem grande parte de sua receita vinda da Europa, mas o cenário está mudando rapidamente e a região das Américas tem mostrado potencial para virar o jogo. Ele, no entanto, não citou projeções.

O primeiro passo dessa estratégia foi a compra da então parceira Latin IFS, em dezembro de 2011. “Não tínhamos grande presença em solo nacional. A aquisição visava, além de reforçar nossa presença local, mostrar nosso constante compromisso com os clientes brasileiros”, relata Sorbie.

A aposta da empresa está em setores em franca expansão como petróleo e gás, infraestrutura e utilities, afirma Lávio Falcão, CEO e presidente da unidade brasileira da IFS. “Um de nossos diferenciais é o fato de termos soluções em linha com diversas verticais, que podem ser implementadas por módulos. Geralmente, a implementação do ERP da IFS consome 50% menos tempo do que os concorrentes”, garante.

De acordo com ele, ERP é um mercado em crescimento no Brasil. Ray Wang, principal analista e CEO do instituto de pesquisa norte-americano Constellation Research, concorda. “Esse segmento está passando por um ciclo de substituição de soluções. Mas as empresas não estão trocando o ERP todo, e sim, incluindo capacidades verticais”, observa.

Wang também indica que uma das necessidades das organizações atualmente é incluir características móveis nas soluções de gestão empresarial. Estudo realizado pela Constellation Research mostra que, hoje, uma das prioridades apontadas por 339 executivos de médias empresas é aprimorar a estratégia móvel, tema citado por mais de 68% dos respondentes. 

Cindy Jaudon, CEO da IFS Américas, afirma que a IFS está em linha. “Durante o IFS World [que aconteceu nesta semana na Suécia] lançamos soluções móveis para atender a essa demanda. Vamos continuar a investir em mobilidade”, destaca.

Sorbie lembra que a força de trabalho está cada vez mais móvel e que a internacionalização das empresas tem feito com que executivos ampliem o número de viagens, fazendo com que a aprovação de projetos e outras solicitações tenham de ser efetuadas a distância.

(*) A jornalista viajou para a Suécia a convite da IFS

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