Bolsonaro define Ministro da Ciência e Tecnologia

Eleito com pouco mais de 55% dos votos no Brasil, o presidente a partir de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro, já definiu quatro ministros do seu governo – não se sabe ao certo quantos serão selecionados por ele. Uma das definições está na pasta de Ciência e Tecnologia, para a qual Bolsonaro prometeu R$ 10 bilhões para projetos.

Quem assumirá será o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que é tenente-coronel da Aeronaútica. Pontes afirmou antes da definição das eleições que aceitaria a missão e esteve com Bolsonaro ontem (28/10). Em entrevista à Rede Bandeirantes na última semana, o presidente eleito reafirmou o interesse em convidar Pontes para o cargo. “Está na iminência de nós nos acertamos. É um patriota, tem conhecimento e vontade de mudar as coisas e tem uma iniciativa muito grande”, disse.

No ministério da Fazenda, que poderá ser renomeado para Economia, figura desde o início o economista Paulo Guedes. Para a estratégica Casa Civil, foi escolhido o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). E para o Ministério da Defesa, a escolha recaiu sobre o general reformado Augusto Heleno.

Troca de bastão

Ainda é muito cedo para dizer como ficará a Ciência e Tecnologia, que em 2016 passou a abraçar também a pasta de Telecomunicações. Foi também em 2016 que Gilberto Kassab foi anunciado o ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Economista e engenheiro formado pela Universidade de São Paulo (USP), Kassab estreou na política aos 25 anos participando do Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (FJE-ACSP), criado em 1984 pelo empresário e então presidente da Associação Comercial de São Paulo Guilherme Afif Domingos.

Entre as iniciativas da sua gestão no ministério, a mais emblemática foi o Plano Nacional de Internet das Coisas, que visa incentivar investimentos em tecnologias de IoT. Em abril, o MCTIC anunciou que o projeto teria uma linha de financiamento em parceria com a Finep de R$ 100 milhões para startups e R$ 1,5 bilhão para grandes empresas.

Pontes foi o primeiro astronauta brasileiro, sul-americano e lusófono a ir ao espaço, na missão batizada “Missão Centenário”, em referência à comemoração dos cem anos do voo de Santos Dumont no avião 14 Bis. Até o momento, não teve nenhum cargo política. Em sua página na internet, Pontes cita, contudo, em sua biografia o desejo de fazer parte da política. “Se eu entrar para a política, no congresso nacional, por exemplo, tenho de adiar os planos técnicos e o sonho de voltar ao espaço por pelo menos cinco anos”, comentou

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