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Bitcoins precisam de regulamentação?

Os temas bitcoins e fintechs estão sendo amplamente debatidos nos últimos tempos. Esse primeiro surge como alternativa ao sistema monetário tradicional, porém gera discussões quanto à falta de regularização.

“Estamos na liderança de discussões sobre a regulamentação dessas tecnologias. Há um novo mundo surgindo e grandes bancos já perceberam o potencial, de forma que a partir de 2018 já devemos ter uso com bastante relevância”, afirmou João Canhada, CEO da corretora de bitcoins Foxbit, durante evento Cards, Payment & Identification 2016, que aconteceu este mês, em São Paulo.

Nesse sentido, tecnologias como blockchain são usadas para prevenção de fraudes de boletos bancários. “Estamos saindo do mundo físico e passando para o mundo digital, num crescimento exponencial, o que traz mais eficiência e conveniência, mas também há novos desafios para os comerciantes e para os consumidores, sobretudo em questões de segurança”, observa Paulo Frossard, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Mastercard. Para o executivo,  o desenvolvimento no mercado de meios de pagamento e o crescimento no número de usuários de smartphones traz novas oportunidades na experiência de compras on-line.

Já fintechs, startups do setor financeiro, e outro tema debatido no evento, se caracterizam pela adoção de tecnologias disruptivas, que buscam atender as principais necessidades do consumidor digital.

Para Ronaldo Varelo, Sócio da Bizup Consulting, Henrique Dubugras, Sócio da Pagar.me, e Gilmar Magi, Gerente de Prevenção de Fraudes da 99Taxi, a inovação vem sempre à frente da regulamentação, mas é importante que tenham regras para evitar fraudes no mercado, bem como que startups estejam definidas para que leis não limitem essa inovação.

Segundo Eduardo Terra, presidente da SBVC, apoiador da Cards e sócio-fundador da BTR Consultoria, o momento é de repensar os modelos de negócios. “Precisamos colocar a casa em ordem e preparar as empresas para ter uma melhor performance. Estar presente em um evento como esse é olhar para frente e mapear as oportunidades no futuro. Marcas que tiverem esse tipo de iniciativa, certamente estarão preparadas para retomar o crescimento”, ressalta.

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