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Big Data: computadores ficam mais rápidos e empresas, mais burras

?Ao mesmo tempo que os computadores estão ficando mais rápidos, as organizações estão ficando mais burras?. Foi com essa frase que Jeff Jonas, cientista chefe da Entidade de Analytics da IBM, abriu o quinto Information On Demand, evento realizado pela IBM em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos) com a participação de cerca de dez mil pessoas de todo o mundo.

 

A transformação que o excesso de informações, situação conhecida como Big Data, trouxe ao cenário da tecnologia da informação foi o tom que ditou a abertura do encontro. Jonas pontuou que existe uma diferença entre as informações disponíveis no ambiente e a capacidade das companhias em processá-la. Esse fenômeno ele chamou de Amnésia Corporativa (veja na imagem).

 

Os dados são assombrosos. De acordo com a companhia, todos os dias, usuários criam ao redor do mundo o equivalente a 2,5 quintilhões de bytes de dados, por meio de dispositivos móveis, transações online e redes sociais. Mais de 90% dos dados existentes, atualmente, foram gerados nos últimos dois anos. Todos os meses, são enviadas 30 bilhões de mensagens no Facebook e mais um bilhão de posts pelo Twitter. Ao mesmo tempo, mais de um trilhão de dispositivos móveis estão em uso pelo mundo.

 

?Hoje, 70% dos dados que estão na sua companhia representarão 4% e, no futuro, apenas 1%”, pontuou. Parafraseando Eric Schimidt, que foi CEO do Google por dez anos, a cada dois dias a humanidade cria tanta informação quanto foi gerada por toda a civilização  até 2003.

 

?Estamos todos restemunhando a interconexão de culturas e economias?, disse, na abertura do encontro, Katty Kay, jornalista da BBC e mestre de cerimônia do evento.

 

 

Quebra-cabeça

 

Jonas comparou o amontoado de informações com as quais as companhias têm de lidar hoje com um quebra-cabeça, com algumas peças repetidas e outras faltando. Com tanta informação desestruturada e desconectada, fica complicado organizar os dados de forma que eles se tornem claros e garantam àqueles que estão montando o quebra-cabeça a visão total da imagem formada.

 

Ele contou que fez um teste para avaliar essa comparação: chamou sua namorada e seus sobrinhos para montar um quebra-cabeça naquela exata situação anunciada acima. Foram horas de tentativa e erro, vontade de desistir e dificuldades até entenderem que algumas peças estavam sobrando e outras faltando. ?Pode haver um pedaço do quebra-cabeça que seja apenas verde, representando parte da grama. Pode parecer pouca coisa, mas se não usarmos ele, não conseguiremos conectar outras peças importantes?, comparou. O trabalho é muito grande.

 

A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da IBM

 

 

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