BI evita perdas milionárias em vendas no varejo

A falta de um produto na prateleira da loja leva 70% dos consumidores a mudar de marca ou de estabelecimento. A informação, de um estudo feito pela empresa Accera, evidencia uma realidade: indisponibilidade de produto é sinônimo de perda de vendas.

No varejo, essa indisponibilidade é chamada de ruptura, e refere-se a falta de itens tanto em gôndola quanto em estoque. A mesma pesquisa citada acima indica, ainda, que 62,2% das rupturas são identificadas no próprio ponto de venda, associadas à falta de reposição ou a estoque virtual (produtos que estão estocados, mas não constam nos inventários, o que prejudica a reposição e, por consequência, a venda).

O CEO da BIMachine, Douglas Scheibler, analisa que, para evitar a ruptura e garantir a exposição do produto certo no lugar exato, as empresas precisam estar atentas 100% do tempo, e isso é humanamente impossível. Por isso, o investimento em tecnologia para suprir esta demanda é fundamental.

“O fator humano é um dos mais frequentes causadores de erros na reposição e estocagem de mercadorias, afinal, o cérebro ocupado com múltiplas tarefas não está imune ao esquecimento, a não perceber algum gargalo, a errar”, avalia Scheibler “Logo, a solução é reforçar o trabalho dos recursos humanos com tecnologia eficiente e de fácil uso, que permita ampliar a visibilidade dos estoques, gôndolas, inventários e produtos, bem como entregar análises que facilitem a orientação da exposição mais adequada para os itens segundo o perfil de cliente de cada estabelecimento”, completa.

De acordo com o especialista, tais análises precisam levar em conta horários, localização, comportamentos de consumo, preferências, tendências de mercado, preços e tickets de compra, entre muitas outras variáveis, para resultar em insights precisos e preciosos para guiar a tomada de decisões no ponto de venda.

Uma das tecnologias mais assertivas na condução destes trabalhos é o Business Intelligence, que tem recursos capazes de analisar grandes volumes de dados do varejo e gerar comparações, análises, gráficos e outras ferramentas muito úteis para embasar gestores e pessoal de loja nos movimentos diários para melhorar as vendas.

Benefícios

“Saber, por exemplo, que tipo de consumidor consome mais qual produto em qual das filiais a qual horário de qual dia da semana é um dado valioso para evitar que este item jamais falte”, exemplifica o CEO. “O BI facilita todo esse trabalho com soluções para coleta, organização e análise de dados. E quando falamos nisso, estamos nos referindo a dados das fontes mais diversas – sistemas de ERP e CRM, bases de dados informatizadas e manuais, cadastros de compra e crediário, planilhas, leads gerados em promoções e sorteios e todas as demais frentes de coleta de informações sobre clientes e prospects que uma empresa pensar em gerar”, completa.

Um auxílio que, segundo indicam as pesquisas, é bastante útil para varejistas de todas as áreas: pesquisa da NeoGrid indica que o varejo brasileiro teve cerca de 10% de ruptura em junho de 2016, dos quais 5% representaram vendas perdidas. O dado é preocupante em momento de desaceleração econômica, em que o setor varejista amargou queda de 3% no primeiro trimestre deste ano e acumulou redução de 5,3% nas vendas nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

“Ninguém quer perder vendas, ninguém quer frear, cair, reduzir. E se crescer é a palavra de ordem, vender é o motor e o BI, o combustível”, sentencia Scheibler.

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