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BI conduz hospital gaúcho em direção ao conhecimento

Há alguns anos, o presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre chegou ao departamento de tecnologia da informação com a demanda: queria uma companhia “sem papel” e a informação na frente dos tomadores de decisão. A solicitação serviu de gatilho para um projeto de business intelligence (BI).”Quando fomos fazer BI sentimos que não adiantava uma ferramenta bonitinha se aquilo não fosse construído com os usuários”, explica Maria Luiza Falsarella Malvezzi, CIO da entidade, que apresentou o projeto durante o Intercâmbio de Ideias que debateu uso de soluções de inteligência de negócios no IT Forum + 2010. Outro destaque vai para o envolvimento e formação de uso por parte dos usuários, o que ajuda a tornar a solução mais robusta. Afinal, diz Luiza, “a questão não é a ferramenta, mas a construção dos indicadores”. De fato, o escutar quem está no dia a dia com a aplicação ajuda nos ajustes do processo. “Tecnologia, por si só, não cria a inteligência”, completa, salientando a importância de conseguir, ainda, analisar as informações geradas. A executiva conta que levou-se um ano para levar a ferramenta – que roda desde 2001 – aos patamares desejados, devido a exigência de acuracidade de dados que gerassem indicadores precisos. “Os indicadores não caem do céu”, cita a CIO, frisando a importância de informações consistentes e sistemas confiáveis para abastecer a BI. A ferramenta tem como publico-alvo os pacientes e, passado quase dez anos em produção, os executivos do Hospital de Clínicas extraem informações valiosas para o negócio. De acordo com a CIO, existem, hoje, cerca de 300 cubos que são acessados por 400 usuários. A tecnologia permitiu que a instituição desse saltos, primeiro em direção à informação, agora rumo ao conhecimento.

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