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Banda larga sem fio impõe mudanças nas empresas

O mundo está mudando e as empresas precisam acompanhar o ritmo de transformação que as novas tecnologias impõem às corporações. Enquanto, no passado, as redes conectavam computadores e, no presente, une pessoas; o futuro será marcado pela interatividade entre objetos. Proporcionar mobilidade aos funcionários por meio da banda larga sem fio é apenas uma amostra de como este mercado vem se comportando.

A tecnologia sem fio derruba barreiras, permitindo que tudo possa estar conectado a qualquer horário. Ou seja, os clientes podem ser acessados em qualquer lugar e a qualquer momento. “Nos próximos 20 anos, a banda larga sem fio vai modificar a dinâmica dos negócios”, aposta Luís Minoru Shibata, diretor-geral do Yankee Group para América Latina.

Minoru ressalta que a qualidade da redes aumenta à medida que cresce a competição entre os players. “Os preços já alcançaram um patamar que não deve sofrer redução”, pontua. Para exemplificar o cenário exposto pelo consultor, a discussão no painel Banda Larga sem Fio, na tarde desta quarta-feira (27/06), no IT Conference 2007, contou com a apresentação do case da Visa Vale.

Há quatro anos no mercado, a Visa Vale sempre buscou formas de conectividade entre a empresa e seus funcionários. Do dial up utilizado em 2003 para acessar e-mail, a empresa incrementou a oferta de serviços disponíveis ao adotar placa PCMCIA, em 2005, quando proporcionou, além dos e-mails corporativos, acessar a sistemas internos. Em 2006, ganhou salto de velocidade com o CDMA 1x EVDO e, em 2007, acrescentou outras funcionalidades.

Hoje, por meio de handhelds (iPAQ, da HP), os funcionários acessam registros do histórico do relacionamento com o cliente, relatórios sobre as ações dos concorrentes, cadastro de propostas, controle de despesas, entre outros. “Todas as informações são consolidadas em tempo real”, enfatiza Paulo Andreoli, consultor para novas tecnologias na Visa Vale. Quanto à segurança, Andreoli explica que todas as informações trafegam criptografadas.

Já na D’Avó Supermercados, uma rede portuguesa com atuação na zona leste de São Paulo para um público das classes C e D, um projeto de WiMAX interligou matriz e filiais. “Mais importante que a tecnologia usada era a redundância. Não podíamos ficar fora do ar”, salienta o gerente da divisão de rede, Willian Rocha.

Mas para uma empresa decidir partir para uma solução como esta precisa ter claros seus motivadores. No caso da Visa Vale, explica Andreoli, a produtividade dos colaboradores, uma vez que eles passam muito tempo longe do escritório, foi o grande impulsionador do projeto. “A área de TI tem de estar muito bem-preparada para estes acontecimentos”, destaca Minoru.

Leia a cobertura completa do IT Conference 2007.

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