Bancos investem mais de R$ 19 bilhões em tecnologia em 2017

O comportamento dos clientes na era digital, ávidos por conveniência, tem ditado as regras de estratégias do setor bancário, que corre atrás de soluções que proporcionem a melhor experiência ao novo consumidor.

Para estar em linha com as novas expectativas, as principais armas são Analytics e inteligência artificial/computação cognitiva, entre outros recursos estratégicos que tornaram o software a maior vedete dos investimentos dos bancos em tecnologia em 2017, que totalizaram R$ 19, 5 bilhões – aumento de 5% em relação a 2016.Os gastos com software cresceram 17% no período e totalizaram R$ 9,8 bilhões.

É o que constatou a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, conduzida pela consultoria global Deloitte.  O levantamento, que contou com a participação de 24 instituições bancárias, identificou que o setor bancário no País demandou investimentos, registrando crescimento de 15% (em dólares)/ em 2017, enquanto que no mundo a expansão foi de 3,6%.

De acordo com Gustavo Fosse (foto), diretor setorial de Tecnologia e Automação bancária da Febraban, os investimentos com software representam metade do orçamento dos bancos em tecnologia, enquanto hardware consumiu 32% e telecom 18%.

“Esse resultado tem a ver com o empenho do setor em investir cada vez mais na qualidade dos serviços prestados ao cliente com o objetivo de proporcionar melhor experiência aos consumidores. E isso demanda o investimento em software. Hoje, 60% dos investimentos em TI é em software e em serviços”, explica Fosse.

A migração para os canais mobile segue em franca expansão. As transações bancárias subiram para 10%, apoiadas em operações nos canais digitais que cresceram 30%. Mobile Banking já representa mais de um terço de todas elas. Entre 2014 e 2016 cresceu mais de 3,5 vezes a sua participação, registrando aumento de 37, 6% de 2016 (com total de R$ 18,6 bilhões) e 2017 (somando R$ 25,6 bilhões).

Mobile banking em alta

Mobile banking obteve crescimento de 70% das transações com movimentações financeiras. De acordo com Fosse, o resultado demonstra que o ceticismo em relação à segurança por parte dos usuários está sendo quebrado. “Não temos notícias de incidentes em relação à falta de segurança na realização dessas operações no mobile. É também uma questão de cultura, da disciplina do usuário em seguir regras básicas, que estão sempre sendo divulgadas pelas instituições financeiras. E em relação às tecnologias que proporcionem essa confiança, os bancos investem pesadamente e nesse levantamento representam cerca de 10% dos R$ 19,5 bilhões”, argumenta.

O crescimento das transações com movimentação financeira entre os meios digitais foi de 4,4 bilhões em 2016 para 5,3 bilhões em 2017. Internet Banking e Mobile Banking registraram participação de 21% em 2017, aumento de 4% em relação ao ano anterior. Somente em Mobile Banking foram registrados perto de 890 milhões de pagamentos de contas em 2017. O que representa um salto de 85% em relação a 2016. Sem contar com mais de 400 milhões de transferências/DOC/TED em 2017. E ainda 225 milhões de contratações de crédito, no mesmo período, conferindo um incremento de mais de 141%.

Consultas a saldos, extratos e cotação de financiamentos e empréstimos por meios digitais apresentaram crescimento de 25% nas transações sem movimentação financeira. “Esse forte aumento é por conta da busca cada vez mais intensa por conveniência”, reitera Fosse.

A Febraban identifica que os bancos estão na vanguarda dos investimentos em inteligência artificial e computação cognitiva (80%), computação cognitiva (80%), blockchain (75%), Near Field Communication – NFC (55%) e IoT (45%). E avisa: o foco permanece e crescerá em operações com movimentação financeira em 2018 nos canais digitais.

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