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Bancos discutem pagamentos por celular

Assim como na discussão sobre mobile banking, os integrantes do painel que mostrou as aplicações de mobile payment (m-payment), nesta quinta-feira (14/06) no Ciab (leia especial), também ressaltaram a necessidade de padronização de tecnologias e da criação de um modelo estruturado para a oferta do serviço. Arno Brandes, do HSBC, defendeu que, para o comerciante, o celular é mais um canal de vendas e que o maior desafio é mostrar para o cliente como ele deve usar. “E isto tem de ser fácil. Por isto, a importância de escolher a tecnologia adequada. A maioria das pessoas não faz download de ringtones, então, não vão baixar aplicativo para pagamento”, justificou.

A diretora de TI do Banco do Brasil, Gloria Guimarães dos Santos, concorda com a falta de padrão. “Há uma diversidade de tecnologia muito grande. Nós fomos vencendo aos poucos os desafios. Criamos uma plataforma padrão”, explica. Depois de lançar o mobile banking para transferências, consultas e recargas de celular, o Banco do Brasil tem um projeto piloto de m-payment em duas capitais, com rollout previsto para setembro.

Os próximos passos são ampliar as facilidades para pessoas jurídicas com aparelhos mais sofisticados – uma espécie de transformar o celular em POS. Em pagamentos por celular, o BB oferece transações entre pessoas físicas, pessoas e estabelecimentos comerciais, pessoas e máquinas e uma interação com a internet.

Já o superintendente-executivo de TI do ABN Amro Bank (Banco Real), Claudio Almeida Prado, destacou a necessidade de uma massa crítica, um número mínimo entre usuários e estabelecimentos. “O modelo de negócios ainda não está maduro o suficiente.” O Banco Real possui duas iniciativas piloto em m-payment. O pagamento de conveniência foi uma parceria com a Visanet, que permite ao consumidor pagar táxis via celular. Já o pagamento em comunidades é um acordo com estabelecimentos comerciais de universidades para alunos cadastrados.

Sem demora

Nenhum dos representantes dos bancos afirmou que sofre com problemas de atraso no recebimento e envio das mensagens SMS. De acordo com eles, há acordos de nível de serviço (SLA, na sigla em inglês) com as operadoras para garantir o tempo adequado para a transação.

 

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