As mídias sociais podem ser uma oportunidade para as instituições bancárias, que embora ainda não reconheçam a necessidade de estar online logo devem começar a migrar gradativamente sua presença em plataformas sociais.
De acordo com Rahaf Harfoush, especialista em mídias sociais, a maioria dos bancos que são early adopters de grandes tecnologias assume tal posição no mundo aberto por falta de apoio das agências reguladoras. ?As mudanças tecnológicas acontecem tão rápido que os reguladores tentam fazer um novo sistema se encaixar em regras velhas e não compreendem os problemas, assim acontece com consumidores, não acho que eles compreendam o risco de colocar informações online, mas estou certa de que precisamos de pessoas, de bancos e de governo que sejam experientes e possam aconselhar os usuários. A instituição bancária deve criar líderes de ideias para resolver problemas e não criar problemas.?
Rahaf lista sete tendências de mídias sociais para o setor:
– Microinfluência. ?Todos têm capacidade de influenciar amigos e familiares na rede. Um exemplo é uma estudante de 22 anos que recebeu uma carta do Bank of America informando uma nova tarifa bancária do cartão de crédito. A garota fez um apelo nas redes sociais e deixou claro que fecharia sua conta caso o banco aplicasse a nova taxa. Resultado? Em poucos dias ela conseguiu 300 mil assinaturas online reivindicando o ato. O banco, claro, enviou outro comunicado à menina dizendo que não cobraria mais a tarifa e, consequentemente, outras instituições aboliram a ideia?, conta.
– O aumento de usuários infantis. ?Assim como tem se tornado comum ver crianças portando smartphones e acessando Facebook e Twitter, já é notório o aumento de usuários infantis de cartões de créditos em alguns países e essa tendência vai permanecer e aumentar cada vez mais?, avalia a executiva.
– Criação de ecossistemas financeiro. ?Os bancos que já perceberam a importância das mídias sociais estão permitindo pagamento não apenas no internet banking, mas também nas plataformas sociais.?
? Novos modelos de negócios. ?As pessoas estão mostrando que não há dificuldade para encontrar diferentes maneiras de fazer suas atividades bancarias.?
– Banco móvel/e-wallet. ?Isso é um conceito e uma oportunidade interessante. É a atividade bancária em qualquer local e em qualquer dispositivo.?
– Novos players da indústria. ?Há muitas pessoas no mundo que têm acesso a celular e não têm acesso a serviço financeiro. Mas o que é interessante é que novos players aparecem para oferecer esses serviços?, conta Rahaf.
– Moeda digital descentralizada. ?O Bitcoin é um exemplo dessa moeda, e o melhor… é fonte aberta. É totalmente anônima, você pode enviar dinheiro pra outra pessoa sem a necessidade de um banco. É um intercâmbio de moedas global. Acho que essa ideia é fascinante.?
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