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Babylon muda foco e passa a ter receita vinda de publicidade

As coisas mudaram muito para a Babylon desde o fim do ano passado. A companhia de tradução pela internet alterou completamente a forma como sua remuneração é constituída, o que lhe rendeu um aumento de quase 100% nos ganhos, passando  de US$ 31,8 milhões em 2010 para US$ 61,9 milhões em 2011. Se antes a empresa fazia dinheiro com a venda de licenças de softwares Premium, agora, ela levanta milhões com outra estratégia: publicidade online.

Por meio de parcerias com sistemas de buscas – Microsoft Bing e Google no Brasil e Baidu na China, por exemplo – a companhia fornece uma Toolbar para consumidores que instalam as versões gratuitas de seu software. Como contrapartida,  os cliques feitos em links patrocinados geram receita para a companhia. E este novo movimento deve triplicar seu faturamento neste ano, conforme as perspectivas da empresa.

O projeto foi fortalecido no fim de 2010, quando US$ 14,9 milhões vinham de assinatura de software e US$ 16,9 milhões eram oriundos de publicidade. Em 2011, os valores mudaram para, respectivamente, US$ 14,5 milhões e US$ 47,4 milhões. Ou seja, ligeira queda na forma regular de ganhos e aumento explosivo de 180% no outro, não convencional.  Em uma rápida pesquisa na web, contudo, usuários não parecem estar felizes com a Toolbar e dão dicas de como desinstalá-la.

Em visita ao Brasil nesta semana para fortalecer um mercado que desponta fortemente –  sendo o País a fonte de maior tráfego dos produtos da companhia, representando 14% dos acessos ao redor do mundo –  a vice-presidente de Marketing e Vendas da Babylon, Liat Sade, conversou com um grupo pequeno de jornalistas e deixou claro: nosso país é um dos mais importantes para a companhia no momento. E a marca pretende diversificar o foco de seus produtos ainda neste ano, focando em vídeo, games, por entender que o próprio mercado pede uma evolução de seus produtos.

Recentemente, a companhia lançou também um aplicativo móvel pata iOS, que funciona offline. Por ele, o usuário tira uma foto de um documento que esteja lendo e, com a função touch da tela, seleciona palavra que quer traduzir. Gratuito, o produto deve estar disponível para Android em breve. Mas receita para rentabilidade os aplicativos ainda é uma dúvida. “Nós ainda não conseguimos definir um modelo de aplicativo móvel que rende dinheiro. Este é um de nossos próximos focos”, disse a executiva, prometendo ao menos dois novos apps móveis até o final deste ano.

Humanos

Além disso, a empresa apresentou um serviço de tradução feita por humanos. Com cerca de cinco mil profissionais cadastrados em sua rede de prestação de serviços ao redor do mundo, clientes que queiram um serviço de tradução premium com uma baixa latência – já que, por exemplo, pessoas que falam português e moram na Austrália conseguem efetuar o serviço enquanto no Brasil ainda é noite – e a preços módicos, já que os serviços começam com custos de US$ 10 a US$ 20. “Nada pode substituir a tradução humana”, reconheceu  Liat Sade. A novidade é recente, veio no fim do ano passado, motivo pelo qual ainda tem pouca participação nos resultados da companhia. Mas a ideia é que haja fortalecimento da oferta.

São 45 milhões  de usuários ao redor do mundo e 75 línguas. No Brasil, são dez milhões de usuários  e um milhão de downloads ao dia. “Cerca de 70% do conteúdo online é inglês e apenas 30% dos internautas falam inglês. Temos que encontrar a soluções para entender o que estamos lendo e comentando”, finalizou.

 

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