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Azure IA espera dobrar tamanho de novos serviços da área

As empresas estão buscando fazer mais com menos. Ao menos essa é a opinião de John Montgomery, vice-presidente corporativo de Azure AI (Microsoft). Em entrevista ao IT Forum, o executivo citou pesquisas da IDC onde o instituto acredita que 85% das empresas combinarão a experiência humana com Inteligência Artificial (IA) para tornar os trabalhadores mais produtivos e eficazes.

Além disso, levantamentos demonstram que o uso da tecnologia não auxilia somente no corte de custos, mas a satisfação dos colaboradores aumenta até 80% conforme as companhias introduzem no-code ou low-code e IA para melhorar sua rotina.

“Portanto, todos com quem eu estou conversando estão interessados em usar mais IA, liberando as pessoas de tarefas tediosas e de habilidades de baixo valor, capacitando-as para fazer o melhor trabalho possível”, resumiu John.

Focada nesse mercado em crescimento, a Microsoft anunciará nos próximos dias, em seu evento Ignite, diversos novos produtos ou incrementações na área de Azure IA. E a expectativa é bastante alta. De acordo com o executivo, alguns dos serviços dobraram no último ano – como os serviços linguísticos.

“Minha expectativa em alguns desses serviços é que ver um crescimento semelhante. E eu também diria que alguns deles poderão ter um crescimento ainda mais rápido. Estamos aproveitando a escala do Azure Enterprise e os clientes que já estão usando o Azure para crescer conforme nossos clientes enxerguem o que eles podem fazer com essas tecnologias”, afirmou.

Mais de 85% das empresas da Fortune 100 usaram o Azure AI nos últimos 12 meses para utilizar em seus processos de negócios e gerar impacto. Entre os clientes da Microsoft estão Meta, AMD, Hugging Face e OpenAI.

Para John, o mercado de IA ainda é inexplorado e existem inúmeras oportunidades. “Vemos muitas adaptações interessantes de nossa tecnologia, algumas das quais prevíamos e outras que não. Um exemplo são as empresas que possuem call center. Elas querem ter certeza de que os clientes estão recebendo um serviço de alta qualidade e usam a IA, seja de transcrição ou análise de sentimento para descobrir que o cliente está satisfeito.”

Um dos lançamentos do Azure AI será o DALL·E 2, um modelo que permite aos usuários gerar imagens personalizadas usando texto ou imagens. John explicou que a ferramenta ajuda empresas como, por exemplo, a Mattel a ter novas ideias de carros para fazerem novos brinquedos. A plataforma ainda tem filtros integrados para impedir a criação de imagens de celebridades, objetos religiosos ou conteúdos impróprios.

Já o Power Automate promete simplificar os fluxos de trabalho usando o poder da IA ​​em linguagem natural cotidiana. Os usuários podem criar um fluxo de nuvem que corresponda à solicitação feita usando linguagem natural. Aqui, a IA ajuda a transformar o low code em no-code, tornando mais fácil para mais pessoas criarem diferentes tipos de automação mais rapidamente.

O executivo também confidencializa sobre um anúncio de melhoria no serviço de reconhecimento de formulários. Ele olha para qualquer tipo de formulário e extra as suas informações. Agora, foi adicionado um suporte para extrair conteúdo de contratos, além da expansão do suporte para mais de 200 idiomas.

“Também estamos expandindo nosso serviço de fala. Estamos adicionando mais emoções à nossa conversão de texto em fala neural, para tornar as vozes mais humanas e facilitamos a incorporação do serviço de fala em dispositivos com melhor suporte. Agora, as traduções ao vivo para a ferramenta de legendas de reuniões são entregues para mais de 40 idiomas falados. Assim, você pode ler legendas ao vivo em seu próprio idioma”, revelou John.

Entre outros anúncios que serão feitos nos próximos dias, o executivo resume o propósito da Azure IA. Segundo ele, existem alguns diferenciais da empresa. A primeira dela é a pesquisa realizada há décadas em diversas áreas, como visão de fala e linguagem e aprendizado de máquina.

“Nós temos uma abordagem de IA responsável. Nós coletamos dados para treinar nossos modelos de linguagem e fazer pesquisas, reduzindo os vieses dos modelos e ferramentas. Criamos como aprendemos e disponibilizados aos nossos clientes como código aberto”, finaliza ele.

 

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