França
Assim que cheguei à Paris, ainda no terminal ferroviário do Eurotrain que me levou de Londres, comecei a procurar por algo semelhante ao meu cartão SIM da Vodafone (que só era válido no território britânico). Em vão. Não encontrei lá nem em lugar algum, e olhe que procurei um bocado. Pelo que pude perceber e tanto quanto fui informado pelos muitos vendedores das lojas das diversas prestadoras onde estive em busca de um cartão SIM que permitisse o acesso limitado à Internet para uso de viajantes, isto não existe na França.
Figura 3: No Louvre, com a Vênus mas sem Internet
Já no hotel, o Opera Cadet, pequeno, acolhedor, agradável, bem localizado e muitíssimo confortável, havia acesso à Internet via WiFi, rápido, estável e, o que era melhor, gratuito. Com isto meus telefone e tablete tornaram-se praticamente inúteis na rua. Já no hotel, tanto eles quanto o micro portátil (“notebook“) resolviam o problema de comunicações me dando não apenas acesso ao correio eletrônico como à comunicação por voz via Skype.
Isto porque, além da ligação direta micro a micro, o Skype oferece um serviço de comunicações tipo VoIP que permite ligar para qualquer telefone, fixo ou móvel, de praticamente qualquer país, a custos muito menores que os de qualquer operadora, desde que você disponha de uma conexão à Internet com taxa de transmissão suficientemente rápida. Em princípio, qualquer conexão que possa ser classificada como “banda larga” suporta o serviço. Se você não sabia disto, anote e use em sua próxima viagem ao exterior. Eu mesmo há muitos anos uso quase exclusivamente este método de ligação internacional que funciona até mesmo, como mencionei acima, nos pontos de acesso WiFi gratuitos oferecidos por algumas empresas como a rede americana de cafés Starbucks. E o melhor: funciona em qualquer dispositivo onde se tenha instalado o programa Skype, inclusive em telefones e tabletes com acesso à Internet via WiFi, mesmo sem um cartão SIM inserido.
E assim foi em Paris: nos poucos dias que lá passei, fiquei sem Internet na rua, mas com Internet no hotel.
Até que dava para postar colunas. Mas eu estava em Paris apenas por poucos dias, havia muito que ver, muito que andar, muito que fazer, muito vinho a ser tomado e pouco tempo para tudo isto. Quando, afinal, eu chegava ao hotel, mal conseguia me conservar de pé.
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