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Aventuras e desventuras de um viageiro

Inglaterra

Assim que desembarquei no terminal ferroviário que liga o aeroporto internacional de Heathrow ao centro de Londres, procurei por uma loja de telefones celulares. No próprio terminal encontrei duas. Uma delas, da Vodafone, oferecia justamente o que eu estava precisando: um cartão SIM que me daria acesso à Internet via 3G.

Não era propriamente uma maravilha: o cartão, válido por 30 dias, dava direito a 300 mensagens de texto e acesso livre à Internet até 500 MB de dados transferidos. E era lento (não consegui descobrir qual era exatamente a taxa de transferência mas sei que não era bastante rápida para sustentar chamadas via voz pelo Skype para telefones no Brasil, que podem ser feitas corriqueiramente em qualquer ponto de acesso WiFi gratuito dos cafés da rede Starbucks nos EUA).

Figura 2: Cartão SIM da Vodafone britânica

Mas para meu objetivo principal, servia. Inserido em meu telefone (um Samsung Nexus que usa Android) com o serviço GPS ativado, o bichinho mostrava exatamente minha localização usando o Google Mapas, algo infinitamente útil quando se está em uma cidade que não se conhece bem. E o mais importante: permitia que eu tivesse acesso ao correio eletrônico através de minha conta no GMail.

Em suma: com aquele cartão SIM não somente eu passaria a saber onde estava como poderia me comunicar com o mundo. Para começar, servia. Pena que, ao contrário do cartão SIM que uso no Brasil (da operadora Vivo), o da Vodafone inglesa não funcionava no meu tablete, um Samsung Galaxy 10.1 em cuja tela maior os mapas são bem mais fáceis de serem consultados. Mas o cartão “quebrou o galho” direitinho. E não foi caro: embora eu somente o usasse por quatro de seus trinta dias de validade, o custo de dez libras esterlinas, correspondente aproximadamente a R$ 30, era mais que acessível (se eu usasse o mês inteiro, desde que não baixasse mais de 500 MB de dados, o custo seria de cerca de um real ao dia, uma pechincha).

Além do mais, pensava eu quando adquiri o cartão, sempre restaria o recurso de acessar a Internet gratuitamente de meu quarto de hotel. Afinal, hoje em dia, todo hotel que se preza oferece Internet gratuita.

Ledo engano. Pelo menos no hotel em que me hospedei, o Thistle Marble Arch, onde havia Internet, mas a um preço exorbitante. O hotel é grande demais para meu gosto, mas muito bem localizado, limpo, confortável, com diária na faixa dos US$ 300, mas para ter acesso à Internet de meu notebook eu deveria pagar o equivalente a quase R$ 50 por dia. Dispensei. Afinal, os serviços da Vodafone me supriam as necessidades essenciais de Internet. E me bastaram enquanto eu estive em Londres.

Só não davam para postar colunas.

Paciência, elas ficariam para a França.

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