Notícias

Avanço no uso de dados já define os rumos das empresas

O mundo corporativo jamais será como antes. Percorremos uma jornada em que a tecnologia passa a ser peça estratégica das engrenagens de novos modelos de negócios – e isso muda tudo. Líderes de empresas de diferentes portes e setores demandam, agora, o aprofundamento de conceitos e tendências discutidos há algum tempo.  Nesse contexto, não temos como ignorar uma constatação: chegamos à era dos dados.

A predição do Gartner aponta que haverá um enorme potencial para a geração de dados em 2020, em decorrência de cerca de 21 bilhões de pontos de IoT, a valiosa Internet das Coisas, em uso. Os dados de IoT acumulados e armazenados no período serão provenientes de aplicações de consumo e de negócios: as aplicações de IoT de consumo representará apenas 3% desses dados e aplicações de IoT de negócios, 97%.

Para ter a dimensão aproximada do que essas informações representam, basta saber que os dados já são recursos tão valorizados quanto o petróleo e o ouro – e, provavelmente, se tornarão um ativo ainda mais relevantes que ambos, em um futuro não muito distante. A explosão no volume de dados tem três origens: a primeira tem relação com os sistemas e a TI tradicional; a segunda são as informações produzidas por nós, humanos, sempre armados com nossos aparelhos mobile e postando em redes sociais e a terceira está associada às máquinas conectadas e aos dados gerados por IoT. Essa última será responsável pela explosão do volume de conteúdo. O verdadeiro Big Data!

Para extrair, verdadeiramente, valor das informações, precisamos entender a relevância da estratégia de dados e, o mais importante, dos diferentes estágios de maturidade das empresas em termos de aplicação desse conceito. Afinal, a evolução do uso dos dados pressupõe mais do que a geração de um grande volume de informações. Estamos falando de análise e utilização de toda a base armazenada para aprimorar a tomada de decisões e realimentar máquinas e processos, tornando toda a cadeia de negócios mais inteligente.

Mesmo que em diferentes níveis de percepção, todos os mercados estão em busca de compreensão sobre o tema, desejando desvendar o potencial dessa tendência  e as possibilidades ao alcance com a adoção de tecnologias disruptivas, como de IoT. E, antes que sejamos duros em nossa autoanálise como mercado usuário de tecnologia, tenho que dizer:  a maturidade do Brasil e de outros países da América Latina em relação ao uso de dados acompanha os níveis mundiais.

Para os que já pesquisaram à exaustão sobre transformação digital e seus desdobramentos, o processo de evolução da utilização dos dados pode até parecer simples na teoria, mas, em termos práticos, definitivamente não é. Como qualquer mudança estrutural, o avanço depende de recursos, que, nas áreas de TI das mais variadas empresas, ainda são dedicados à manutenção do legado e às demandas do presente.

Além de assimilar todas as mudanças incentivadas pelas novas tecnologias, a TI tem o papel de promover a mobilidade dos dados e, ainda, de participar efetivamente da extração e da gestão inteligente das informações, garantindo segurança, privacidade e cumprimento das legislações.

Compreender o valor dos dados demanda uma reorganização de todo o ecossistema das empresas, assim como exige um novo posicionamento, não apenas do CIO e demais profissionais da TI, como também de líderes e colaboradores de áreas de negócio. No caminho, teremos diversos desafios a serem superados, isso para atingirmos os altos patamares de inteligência operacional propiciados pela IoT e outras tecnologias igualmente complexas, como machine learning e inteligência artificial, dentro do processo de análise e extração de valor das informações.

Não existem fórmulas ou atalhos para alcançar a excelência no uso de dados e a jornada, eu aviso, é sinuosa, repleta de armadilhas. Mas, aqueles que encontrarem o seu próprio caminho, respeitando e entendendo suas fortalezas e limitações, não terão se esforçado em vão.  Pelo contrário, farão uso da mais poderosa ferramenta para crescimento, sustentabilidade e longevidade de um negócio. Vamos juntos nessa jornada!

 

(*) Marcelo Sales é Diretor de Produtos e Soluções da Hitachi Vantara LATAM

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

1 dia ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

1 dia ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

1 dia ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago