Automação impacta mercado de outsourcing

O avanço da inteligência artificial (AI, na sigla em inglês), robôs e outros tipos de automação estão na mira do mercado de outsourcing. Isso porque, de acordo com o Global Sourcing and As-a-Service Market Insights, estudo da ISG, o modelo vai impactar a terceirização.

Dados relativos ao primeiro semestre de 2017, divulgados em julho, indicam que, pressionados por produtividade e redução de custos, organizações estão partindo para a automação.

O levantamento indica que a automação promoverá redução de custos de 24% a 80% nos próximos dois anos, comparado com a eliminação de 5% a 10% do modelo tradicional. Haverá, nos próximos 24 meses, um investimento duas vezes superior em automação e AI em processos de negócios de missão crítica. “Isso, contudo, fará com a demanda por outsourcing e offshoring caia”, alerta Andreas Lüeth, sócio da ISG.

Diante do quadro, Lüeth indica que em vez de usar a terceirização, companhias investirão em robôs. “A pergunta agora é: como extrair o máximo da automação? Haverá aproveitamento internamente, ou por meio de parceria com grandes players de automação? A área de AI é muito grande e com certeza é possível criar capacidades internas”, observa.

Salto do IaaS

Lüeth indica que o relatório atual mostrou que dentro do as a service haverá o crescimento acelerado da modalidade infraestrutura como serviço (IaaS, na sigla em inglês). No período estudado, o modelo somou receita global de US$ 6,1 bilhões, sendo a região das Américas responsável por pouco mais da metade dessa fatia, com US$ 3,2 bilhões. Na região, serviços financeiros e manufatura continuam liderando a adoção do modelo tradicional de sourcing. Enquanto serviços profissionais têm apostado mais no as a service.

Embora o modelo as a service represente, hoje, 40% do mercado global, Lüeth revela que o modelo tradicional de sourcing, ao contrário do que se esperava, cresceu. “Esse salto, no entanto, não é sustentável. O mercado aponta para uma expansão cada vez maior do as a service”, reforça.

O que esperar?

Segundo Lüeth, a expectativa da ISG para o segundo semestre é de que o modelo as a service continue em sua jornada de ascensão, com destaque para Américas e Ásia-Pacífico. Haverá, ainda, retomada do crescimento da Europa. IaaS seguirá sua trilha de expansão.

Apesar do cenário positivo, o olhar é de cautela. “Empresas estão atualmente com o dilema de manter o legado, em função dos custos, ou atualizar suas estruturas”, comenta. Ele sinaliza para o fato de que as companhias estão adotando uma postura mais conservadora para atualizações imediatas muito em função do quadro político-econômico em algumas regiões.

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