ABusiness Software Alliance – BSA, grupo representante de produtores mundiais de programas de computador, divulgou os resultados do sexto levantamento sobre o índice global de pirataria de software, o Global Software Piracy Study. A taxa de uso de programas ilegais em 2000 subiu um ponto porcentual em relação a 1999, atingindo 37%. Foi a primeira vez que o índice apresentou crescimento. Mesmo assim, as perdas do setor baixaram de R$ 24,4 bilhões para R$ 23,4 bilhões, uma queda de 3,5%, o que indica que apesar de o índice de pirataria ter subido, houve redução das perdas pecuniárias no segmento, gerada principalmente pela redução do preço do software.
O estudo acontece anualmente e foi administrado pela International Planning and Research Corp. (IPR), empresa de pesquisas. São avaliados dados e informações de mercado de 85 países, nas seis maiores regiões. A pesquisa é baseada em 26 diferentes aplicações de software corporativos.
Na América Latina, houve uma diminuição no índice de pirataria de software, de 1999 para 2000, mas a região se tornou a segunda com a taxa mais alta (58%), na frente do Oriente Médio com 57%. As perdas na América Latina custam à indústria R$ 1,738 bilhão. Os países que detém as maiores taxas são Bolívia (81%), El Salvador (79%) e Nicarágua (78%). O país com o menor índice foi novamente o Chile (49%).
Brasil e México, as duas maiores economias do continente, mantiveram suas taxas de pirataria do último ano, com 58% e 56% respectivamente. O índice na Argentina, que tem a terceira maior economia da região, também ficou em 58%. Robert Holleyman, presidente e CEO da BSA, afirma que a entidade implementa atividades educacionais e trabalhos com governos para controlar a pirataria de software no mundo.
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