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ASUS M6Ne – Um notebook surpreendente

Performance

Avaliar o desempenho de um notebook não é fácil, especialmente por causa da característica do SpeedStep. Eu poderia colocar o M6 na função máxima performance, que mantém o Pentium M em 1.6 GHz o tempo inteiro, e fazer algumas medidas, mas isso não seria representativo daquilo que um usuário estaria de fato realizando no seu dia a dia.

Alguns sites na internet fazem duas medidas, uma ligado na bateria (em modo de economia) e outro ligado na fonte AC, na máxima performance. Também não acho que é a melhor opção para representar o uso comum da máquina. Decidi por configurar o M6 a operar da mesma forma tanto no modo de bateria quanto no modo AC, e nessa configuração adotei o SpeedStep que defini no Centrino Hardware Control, com as respectivas voltagens. Esse modo, embora não “oficial”, é o que me permitiu a melhor relação de desempenho e duração da bateria.

O conceito é até simples: manter o desempenho igual em qualquer situação, sabendo que têm cerca de 4:30 horas de bateria com relativa tranqüilidade.

Para comparar, utilizei meu PC pessoal (*) como referência e comecei a realizar atividades comuns nos dois sistemas, e anotei algumas observações sobre a escolha no uso do PC ou o notebook:

(*) o PC é dotado de um Pentium 4 3.6 GHz, 1 GB de RAM, uma Radeon 9700Pro, 2 discos de 160 GB, DVD/RW, monitor CRT 19 polegadas com resolução 1280×1024.

Atividade

Observação

Navegar na internet Irrelevante, os dois sistemas se comportam de forma semelhante.
Ler e-mails Irrelevante, não há diferenças entre o notebook e o PC.
Passar fotos para o PC Irrelevante, os leitores utilizados se comportam de forma semelhante.
Editar fotos (Photoshop) O PC foi ligeiramente mais rápido, mas nada que comprometa o M6 para trabalhos ocasionais. Em tarefas longas (batch), o PC se sai melhor.
Ver filmes (DVD, DivX, outros) Irrelevante, mas a imagem do M6 (LCD) é melhor do que o CRT do PC.
Escrever um artigo completo para o Fórum PCs Irrelevante, apenas uma maior familiaridade com o teclado do PC, mas isso é uma questão de costume.
Desenvolvimento em PHP/MySQL Irrelevante, o desempenho foi o mesmo nos dois sistemas.
Conversão de DVD para DivX O desktop foi sensivelmente mais rápido, o M6 é razoável apenas para uma conversão ocasional.
Gravação de DVD (filme) a partir de um DivX, pelo NeroVision O desktop foi mais rápido na geração da imagem ISO, mas a gravação na mídia foi similar.
Jogos (Unreal, IL2-Sturmovick) O desktop foi melhor, principalmente porque a 9700Pro tem 8 pipelines de execução enquanto a 9700 Mobile só tem 4 (é equivalente a uma 9600XT). Creio que se as placas de vídeo fossem iguais, o desempenho seria semelhante.

O joystick se comportou da mesma forma nos dois sistemas, e o mouse (Logitech MX510 nesse teste) também, não há diferenças nesse aspecto.

Abertura de programas, acesso a disco. Nesse ponto a diferença é bem sensível. No desktop há dois discos Serial ATA de 160 GB (Seagate) de 7200 rpm e 8MB de cache, enquanto que no M6 só há um único disco de 60GB de 4200 rpm e 2 MB de cache.

Estou considerando a possibilidade de comprar um Seagate Momentus de 100GB e 5400rpm para esse notebook (US$ 170), ou um Hitachi Travelstar 7K60 de 60GB e 7200rpm (US$ 250).

Por esse resumo de uso, dá pra perceber que o Pentium M de 1.6 GHz é muito eficiente, e como o M6 estava equipado com 1 GB de memórias Corsair XMS (2-3-2-6) o uso do disco, que limita sensivelmente o desempenho, foi bastante reduzido.

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Seu ponto fraco é o disco rígido, mas isso é uma característica de quase todos os notebooks do mercado. A tecnologia utilizada na construção de discos rígidos de 2.5 polegadas privilegia a durabilidade, a resistência a choques, o consumo de energia, o custo, e por fim o desempenho.

O disco de 4200 rpm e 60GB da Hitachi (Travelstar 80GN IC25N060ATMR04) é muito popular, utilizado na maioria dos notebooks de boa qualidade. Apesar da baixa rotação, que contribui com a ausência de ruído e a alta resistência a impactos, os 2 MB de memória cache ajudam bastante a performance. O motor é do tipo FDB ( Fluid Dynamic Bearing) e a interface é ATA/100.

Podemos compará-lo a um disco de 5400rpm e 512k utilizado em desktops, mas a diferença para um disco de 7200rpm com 2MB de cache é grande. O curioso é que até o mês passado, os discos existentes no mercado eram mais ou menos os mesmos nos últimos 12 meses, mas nas últimas semanas não só a linha Momentus de 100GB e 8MB de cache da Seagate foi anunciada como vários outros modelos de outros fabricantes. A Hitachi por enquanto é a única com um disco de 7200rpm para notebooks, modelo esse que foi lançado em 2003. A busca agora é pelo aumento da capacidade de armazenamento, com o uso da gravação perpendicular, que

Julio Preuss explicou em seu artigo , que vão proporcionar a fabricação de discos de grande capacidade no curto prazo.

Algumas medidas de benchmarks clássicos:

PCMark2004 (geral) 3148 pontos
PCMark2004 (CPU) 2984 pontos
PCMark2004 (Memória) 2465 pontos
Everest Read (*) 2112 MB/s
Everest Write (*) 576 MB/s
Everest Latency (*) 109 ns
3DMark2003 2827 pontos
Aquamark 24123 pontos
SuperPI 1M 49 segundos

(*) Os valores do Everest, embora baixos, são compatíveis com os obtidos com chipsets i845PE, que tem características semelhantes ao i855PE do M6, como FSB de 100MHz e memórias DDR333 Single Channel. Os demais resultados são equivalentes ao de um Athlon64 3200+ (Single Channel) equipados com uma 9600XT.

Embora sejam produtos totalmente diferentes, o Pentium M 1.6 GHz pode ser considerado equivalente a um Pentium 4 3.0 GHz na maioria dos usos que um usuário típico realiza, com vantagens em alguns processos e desvantagens em outros, principalmente por causa da ausência do HT (HyperThreading). Há uma sensível vantagem no Pentium M: o baixo consumo de energia (no máximo 25W) e a baixa temperatura de operação, entre 38°c e 45°c nos testes acima.

A Radeon 9700 Mobile é na verdade uma 9600XT, com características similares. Não tem relação com a antiga 9700Pro para desktops, que é outro produto e muito mais poderoso. De forma resumida, se você tem uma Radeon 9600XT com um Pentium 4 3.0 ou um AthlonXP 3200+ ou Athlon64 3000+ (soquete 754-Single Channel), o ASUS M6Ne oferece praticamente a mesma performance em jogos e uso geral. Nada mal para um notebook, não é?

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