Durante muito tempo relutei em ter um notebook, não importava a marca ou modelo. Não via muita utilidade para meu dia a dia, achava um luxo caro, não conseguia digitar com a mesma velocidade naquele pequeno teclado e não me acostumava com os sistemas de mouse existentes, independente do fabricante.
Não era preconceito, por várias vezes tentei usar alguns modelos cedidos por amigos, e sempre encontrava mais falhas do que benefícios. Mas tal qual no início da era dos PCs, em meados da década de 80, o que fazia com que um usuário adotasse um PC era uma aplicação, na época chamava-se “killer application”, ou seja, um software irrecusável que justificasse a compra do hardware inteiro, que na época custava mais do que um automóvel.
No meu caso foi a mesma coisa, faltava a “killer application”. Eu queria usar o protocolo IMAP que a HostNet oferece em seus planos e poder armazenar meus e-mails no servidor facilitando o uso de mais de um computador, eu queria também ter parte do meu ambiente de trabalho duplicado e ter condições de trabalhar aonde eu estivesse, mas no fundo isso ainda não me motivava o suficiente para comprar um notebook.
Até que comecei a usar o Skype. Eu viajo muito, viagens internacionais inclusive, e não importa o modelo de cobrança telefônica que eu usava, os custos eram sempre muito altos. 80% das minhas ligações profissionais são interurbanas ou internacionais, e o Skype transformou meu PC em um telefone incrivelmente barato e funcional. Só que ele ficava na minha mesa.
Eu precisava carregar meu Skype aonde eu fosse, e a solução natural seria um notebook, especialmente um com características multimídia como o ASUS M6. Foi o fator determinante da decisão, e talvez a aplicação que eu mais uso no M6, apesar de também escrever artigos, ler e-mails, tratar e publicar fotos, enfim, fazer meu trabalho diário. O Skype foi o empurrão que faltava para eu adotar o notebook como ferramenta de trabalho, foi o “killer application” que justificou o investimento.
Quando comentei isso com amigos, a primeira reação foi “mas notebook é muito caro para usar como telefone”. Depende muito do ponto de vista, e como está sendo feita a comparação. Na ponta do lápis, um notebook como o M6 não é muito mais caro do que um sistema baseado um processador 3.2 GHz (ou 3200+ no caso do Athlon64) com os acessórios equivalentes e um monitor LCD de 17 polegadas. Tanto no mercado americano, com preços em dólares, quando no mercado brasileiro, comparando produtos importados legalmente com nota fiscal e garantia. A diferença é muito pequena, e se você usa o notebook no seu dia a dia e tambémcomo telefone, começa a fazer sentido.
O custo acaba ficando alto porque geralmente o usuário mantém o PC tradicional e adquire um notebook pequeno ou médio, ambos com recursos e desempenho equivalentes, o que acaba dobrando o investimento total feito pelo usuário. Talvez seja por isso que os modelos Desktop Replacement fazem tanto sucesso lá fora. Não é portátil como um M6, mas pode ser transportado com facilidade caso o usuário assim o queira, o que acaba o transformando no único PC do usuário. É a escolha natural para aqueles que têm um PC e um notebook, e querem ter um equipamento só, mas no meu caso prefiro ter os dois.
) para eliminar seu PC tradicional. Você pode usar um modelo menor, como o M6, e utilizar um teclado USB externo junto com um disco rígido USB de grande capacidade (que não precisa viajar com você), e usufruir de uma máquina poderosa e confortável na sua mesa de trabalho, que pode ser levada em uma viagem na hora que você quiser. Aqui no escritório eu utilizo o M6 através de um KVM de 4 portas, ou seja, vejo a imagem no mesmo monitor que o meu PC pessoal usa, com o mesmo teclado e o mesmo mouse. Às vezes me questiono porque ainda uso meu PC de mesa. Acho que é força do hábito.
Eu já estou me convencendo que meu próximo PC não será um PC…
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