Sempre dá pra melhorar alguma coisa, não é mesmo?
Meu primeiro incomodo com o M6 se deu pela duração da bateria, cerca de três horas e meia. Achei pouco, mas depois de conversar com usuários de notebooks e fazer algumas pesquisas, vi que é até bastante perto do que existe no mercado. Eu esperava mais e por isso acabei encontrando alguns ajustes incomuns para poupar energia. O Power4 Gear+, software da ASUS para gerenciamento de energia é muito bom, mas faltava alguma coisa.
Na minha opinião, duas opções importantes poderiam/deveriam ser configuráveis e não são: O Speedstep e com a respectiva voltagem de operação do processador, e a freqüência de operação da Radeon 9700.
O Speedstep é um recurso do Centrino que permite variar a freqüência de operação do processador, e a voltagem associada a essa freqüência, de acordo com o uso do mesmo. A redução da freqüência se dá pela variação dos multiplicadores, no caso do Pentium M 1.6 GHz temos opções entre 6x (600MHz) até 16x (1600MHz) e cada uma dessas freqüências tem uma voltagem associada, conforme as definições do driver do Centrino.
O Power4 Gear+ não permite acesso direto às variáveis do SpeedStep, apenas permite limitar o valor máximo da CPU de acordo com o modo utilizado, sendo que nos modos AC (ligados na tomada) a CPU permanece na freqüência máxima o tempo inteiro.
A Intel define para o Pentium M 1.6 a seguinte tabela de voltagens, conforme o multiplicador utilizado, mas muitos usuários afirmam que é possível trabalhar com valores bem menores ( Funcional), mas eu ainda fui mais longe com segurança ( minhas opções).
| Intel Original | Funcional | Minhas opções | Redução |
| 06 @ 0.988V | 06 @ 0.780V | 06 @ 0.700V | 29% |
| 08 @ 1.068V | 08 @ 0.860V | 08 @ 0.812V | 24% |
| 10 @ 1.132V | 10 @ 0.924V | 10 @ 0.908V | 20% |
| 12 @ 1.212V | 12 @ 1.004V | 12 @ 1.004V | 17% |
| 14 @ 1.276V | 14 @ 1.100V | 14 @ 1.068V | 16% |
| 16 @ 1.340V | 16 @ 1.196V | 16 @ 1.100V | 18% |
Com essa redução de voltagem, consegui manter a performance e a estabilidade, reduzindo o consumo da CPU de forma significativa. Uma prova disso é que as temperaturas de trabalho também foram menores, acionando menos a ventoinha do cooler do processador.
Para ter acesso ao SpeedStep é preciso usar um software de terceiros, e o mais interessante deles é o
Centrino Hardware Control que encontrei em um site sobre o tal Samsung P35 australiano.
Infelizmente ele não faz tudo que o Power4 Gear+ faz, e como ambos trabalham com perfis de gerencia de energia, não é possível utilizá-los simultaneamente. É preciso escolher um ou outro, eu optei pelo CHC.
Outra vantagem na gerencia do SpeedStep é a possibilidade de determinar uma tabela completamente nova de passos, incluindo os gatilhos e a latência que vão acionar o próximo passo (step) do SpeedStep.
Eu optei por usar o Dynamic Switching tanto no modo de bateria quanto no modo AC, e utilizei a mesma tabela em ambos, permitindo que o notebook opere em 600MHz enquanto a uso da CPU ficar abaixo de 40% de carga e atinja 1.6 GHz quando ultrapassar 80%, fazendo uma “escadinha” de valores entre essas duas faixas. Com esse ajuste, não há nenhuma perda de desempenho perceptível frente ao modo original da Intel, mas se consegue que a CPU opere mais tempo na freqüência mínima do que em velocidades intermediarias. Some a isso o beneficio da voltagem reduzida e temos um quadro bem favorável para a economia de bateria.
O beneficio direto dessa técnica junto com a redução de voltagem é um imenso ganho de duração da bateria. A imagem acima mostra uma estimativa de quase 5 horas com os 86% de bateria restantes, e a verdade é quase essa. Em uso prático, diário, tenho conseguido um pouco mais de quatro horas e meia fazendo as mesmas coisas que antes, ou seja, ganhei “de graça” uma hora a mais de bateria.
Defini três perfis distintos, mas só uso dois deles: em Low Battery Gamesutilizei uma freqüência em overclock que vários usuários recomendam. O perfil Full Batterynada mais é do que a freqüência original da placa de vídeo.
Depois foi só configurar o acionador dos perfis e não me preocupar mais com a placa de vídeo. Funciona perfeitamente, porém recomendo uma outra dica para instalar os drivers Catalyst em um notebook.
Com o lançamento do Catalyst 5.6 a ATI pela primeira vez disponibilizou um driver para placas de notebook, mas por causa da tal licença, só para as Radeon X700 e X800, para as demais, ainda é preciso quebrar a trava no arquivo de instalação. Pega-se, então, um driver completo da ATI, descompacte-o em um diretório qualquer e executa-se o programa
DhModTool 2.2 escolhendo qual a placa de vídeo que seu notebook usa e pronto, você tem um driver personalizado pronto para instalar. Durante a instalação o programa vai avisar que aquele driver não é certificado, ignore e prossiga com a instalação.
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